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É normal ter coágulos na minha menstruação?

Junto ao sangramento, aparecem também muitas alterações no organismo da mulher durante a menstruação. É barriga inchada, cansaço, TPM e também coágulos! Isso mesmo, são pequenas bolinhas no absorvente que representam algo de diferente no ciclo menstrual feminino. Seu aparecimento é atrelado a alterações hormonais e, em alguns casos, pode estar dentro da normalidade. Mas, geralmente, esse não é o caso. “A presença de coágulos na menstruação não pode ser considerado uma situação normal”, o ginecologista Marcos Tcherniakovsky dá o ultimato. Marcos ainda tira algumas dúvidas. Veja o que fazer quando isso acontecer!


O que são os coágulos?
 

Coágulos são pedacinhos de sangue que variam entre 5 milímetros e 4 centímetros. Normalmente, seu aparecimento é ligado a um aumento do nível de estrogênio, hormônio que durante o sangramento costuma ficar baixo. Quando isso acontece, o endométrio (mucosa que se descama para gerar a menstruação) se torna mais rígido e difícil de ser rompido. “Significa um sangramento mais excessivo, uma descamação do endométrio em maior quantidade”, explica Marcos. Assim, os coágulos que saem junto do sangue são uma forma do corpo se proteger contra possíveis feridas.

 

É normal ter coágulos na menstruação?
 

Sim e não. É um caso considerado comum quando os coágulos acompanham um aumento do fluxo. Nessas ocasiões, há uma alteração hormonal no organismo da mulher que, por sua vez, produz as pequenas bolinhas como mecanismo de defesa. Mas o Dr. Marcos alerta para esses casos. “O coágulo tem que chamar a atenção da mulher, como também do seu ginecologista, a fim de se afastar algumas causas que podem ser responsáveis por este maior sangramento”, comenta.

 

Mas nem sempre é comum. Marcos explica que a coagulação por si só não pode ser considerado normal. “Os coágulos na menstruação podem ser provocados por distúrbios hormonais devido a problemas com os ovários, tais como cistos ou alteração na produção de hormônios”, explica. A única forma de ter certeza de que tudo está dentro da normalidade é por meio da consulta médica. Então não esqueça de marcar essa visita!

 

Coágulos e doenças

 

Acompanhados da coagulação, as mulheres podem ainda ter alguns sintomas em casos como anemia, cansaço e algumas doenças. Na verdade, o coágulo pode ser o sinal de algumas patologias. “Podem ser provocados por causas orgânicas, como miomas e/ou pólipos endometriais; alterações anatômicas; inflamações ou infecções dentro do útero”, alerta ele. Entre eles, a endometriose é o caso mais comum. O tratamento é feito com hormônios e com uma possível cirurgia. Mas apenas ginecologistas profissionais podem fazer as recomendações adequadas.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dr. Marcos Tcherniakovsky - Ginecologista e Obstetra, Especialista em Endometriose
CRM: 69445 SP

 

Saúde vaginal: 8 alimentos que você precisa consumir com certa frequência

O nosso corpo está completamente conectado! O estresse, por exemplo, é sentido rapidamente pela vagina, que em situações específicas, pode iniciar um caso de candidíase. A alimentação também não fica de fora: o índice glicêmico de alguns alimentos pode alterar o pH da vagina com uma certa frequência. A nutricionista Priscila Osterno e a ginecologista Renata de Camargo nos contaram quais são os alimentos que devemos consumir e por quê.

 

Como a alimentação interfere na saúde vaginal?

 

Quando ingerimos qualquer alimento, as substâncias dele se soltam pelo nosso organismo. Ao comer algo estragado, por exemplo, dá uma sensação de azia e mal-estar. Por isso que, às vezes, as propriedades de algumas dessas comidas podem ser prejudiciais à saúde da vagina. “A alimentação é capaz de influenciar os mecanismos controladores da saúde vaginal, tanto alterando o nível de acidez, como regulando fatores imunológicos de controles de infecção”, explica Renata.

 

Alimentos muito açucarados e, especialmente carboidratos, podem alterar o pH vaginal. Naturalmente ácido, o pH dessa região varia entre 3,8 a 4,5. Isso acontece exatamente para evitar que bactérias e outros microrganismos nocivos cheguem à área. Quando há qualquer alteração nessa escala, tanto para mais quanto para menos, esses agentes se aproveitam do local e podem abrir portas para complicações, como a candidíase. “Fungos e bactérias patogênicas alimentam-se de açúcar”, comenta a nutricionista. Assim, quando comemos doces, estamos indiretamente alimentando-os.

 

Quais são os alimentos que não podem faltar no cardápio da mulher?

 

A má nutrição desequilibra a flora intestinal, por isso é necessário que algumas mudanças na alimentação sejam feitas”, alerta Priscila. Ela e Renata, então, fazem a recomendação dos seguintes alimentos:

 

  1. Frutas cítricas

  2. Temperos antifúngicos, como o orégano

  3. Linhaça

  4. Cereais integrais

  5. Canela na forma de chá ou com frutas

  6. Chá de hortelã

  7. Castanhas e nozes

  8. Iogurte

 

Muitos desses alimentos possuem propriedades antifúngicas e bactérias probióticas. Uma alimentação saudável mantém as atividades do organismo satisfatórias, aumentando a imunidade e combatendo doenças. “Esses alimentos ajudam a fortalecer o sistema imunológico como um todo, garantem um bom funcionamento intestinal e mantém adequado o ph vaginal”, resume a ginecologista. Para uma dieta adaptada ao costumes de consumo pessoais, não esqueça de fazer uma consulta com um nutricionista. E, para checar sua saúde vaginal, procure um ginecologista.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Priscila Osterno - Nutricionista
do Dri Oliver - Centro de Estética Integrada e Spa Urbano de São José do Rio Preto - SP
CRN: 3-51852

 

Dra. Renata de Camargo Menezes - Ginecologista, Obstetra, Diretora da Clínica Engravide e especialista em Reprodução Humana
CRM: 99227

É normal acontecer um sangramento por conta do anticoncepcional?

Quem faz uso de pílula anticoncepcional já deve ter se surpreendido com algumas alterações no ciclo menstrual, como a diminuição do volume do fluxo e os sintomas da TPM minimizados. Além disso, para quem usa pílula para prevenir a gravidez ou tratar alguma disfunção hormonal também pode se deparar com leves sangramentos fora do período menstrual. São os chamados escapes ou spottings, que podem aparecer por diversas razões, entre elas o uso do anticoncepcional. Mas, afinal, será que esse sangramento surpresa é normal? Tiramos essa e outras dúvidas com uma ginecologista para contar a vocês.


 

De que maneira o anticoncepcional atua na menstruação?

 

O anticoncepcional atua bloqueando a ovulação e as variações hormonais cíclicas próprias do ciclo menstrual. As pílulas podem conter estrogênios combinados com progestagênios ou progestagênios isolados. Além de inibir a ovulação, eles alteram a receptividade endometrial, alteram o muco cervical (dificultando a passagem dos espermatozoides) e a motilidade tubária. “Como não existe o estímulo hormonal cíclico, o endométrio não é estimulado e, portanto, o sangramento que ocorre com a pílula não é menstruação e, sim, um sangramento por privação dos hormônios que ocorre na pausa do anticoncepcional”, diz a ginecologista Paula Bortolai.

 

O anticoncepcional pode provocar um sangramento?

 

De acordo com a médica, o sangramento pode ocorrer nos primeiros meses de uso do anticoncepcional até que ocorra uma adaptação do organismo aos novos níveis hormonais, assim como pode ocorrer pelo uso incorreto e esquecimento dos comprimidos. Outra causa de sangramento é a atrofia endometrial que ocorre pelo uso prolongado do anticoncepcional ou por pílulas com baixa dose de estrogênio ou só com progesterona isolada. “Nestes casos, o endométrio fica tão fino que ocorre exposição dos vasos sanguíneos da camada basal do útero e aparece o sangramento”, explica Dra. Paula. É importante esclarecer que esses sangramentos não significam que a pílula está sendo ineficaz, logo, seu uso deve ser mantido corretamente.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Paula Bortolai Martins Araujo, Ginecologista-obstetra do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia
CRM: 127.101

Higiene íntima precisa ser feita todos os dias?

Todas as mulheres têm uma virginiana dentro de si mesmas. Sempre querendo organizar tudo - às vezes não conseguindo - e deixar tudo limpinho. Os cuidados íntimos não ficam de fora. Todas as meninas têm um pouquinho desse lado também com a higiene íntima e limpeza da vagina. Segundo o ginecologista Ricardo Diniz, isso não está errado! A falta de fazê-la todos os dias pode até ocasionar problemas. “Os sintomas mais comuns são o corrimento vaginal, prurido (coceira) acompanhado ou não de vermelhidão e dor ao urinar”, indica Ricardo. Por isso, a higiene íntima precisa sim ser feita diariamente, mas da forma correta. Você sabe como ela é?

 

A higiene íntima precisa ser diária

 

Exatamente, higienizar a vulva e as dobrinhas da vagina é essencial no combate contra muitos problemas de saúde que podem acometer a região íntima. Mas não há necessidade de fazer a limpeza a cada minuto. A vagina produz sua própria lubrificação e outras substâncias que ajudam na autolimpeza do órgão. “A falta de higiene ou o excesso de limpeza costumam ser prejudiciais. A região vaginal possui um pH próprio que deve, na medida do possível, ser preservado”, explica o especialista.

 

A higiene íntima correta

 

Segundo o especialista, a higiene íntima deve ser feita com atenção de 1 a 3 vezes ao dia, o que depende do clima e das particularidades da paciente. Como é uma região sensível, qualquer erro nesse sentido pode também ser motivo para o desenvolvimento de alguma complicação. “Veja que quando falamos de higiene íntima, não estamos falando de ducha vaginal e sim de lavagem externa dos órgãos genitais, região pubiana, inguinal e ânus”, alerta Ricardo. A parte interna da vagina não deve ser lavada, apenas quando há indicação médica para isso.

 

Ricardo também indica a escolha de sabonetes específicos. “Deve-se dar preferência para algum produto que seja capaz de emulsificar as gorduras e remover as células mortas, urina, fezes e sangue que podem estar no local, sem alterar o pH vaginal”, recomenda. Sabonetes em formato de barra também não são muito indicados, já que normalmente tem perfumes e o pH um pouco mais ácido que o da mulher.

 

Chuveirinho e o lenço umedecido estão proibidos!

 

Não adianta uma higiene diária se ela estiver sendo feita de forma errada, por isso,  recorrer ao chuveirinho e ao lenço umedecido, por exemplo, não são boas ideias. A ducha interna com o chuveirinho remove a mucosa natural da região e pode até ajudar na proliferação de fungos e infecções. Já o lenço umedecido possui perfumes e substâncias químicas que, assim como o sabonete em barra, podem ser prejudiciais à flora vaginal, podendo causar irritações ou alergias.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dr. Ricardo Barbosa Diniz – Coordenador do serviço de Ginecologia e Obstetrícia e Diretor Clínico do Hospital América de Mauá
CRM: 83689

Meu fluxo menstrual diminuiu. O que pode ter acontecido?

Todas as mulheres são diferentes! Cada uma é especial na sua forma e tem suas particularidades. E são as diferenças que nos tornam únicas. Uma dessas singularidades é o fluxo menstrual. Entre muitas conversas entre amigas, as meninas descobrem que uma tem 8 dias de menstruação, enquanto a outra tem 5, por exemplo. O fluxo menstrual varia muito de corpo a corpo e se comparar com as amigas não é recomendado. Por outro lado, existem alguns indicativos para perceber se algo está fora do normal com sua menstruação, como uma diminuição do fluxo, por exemplo. A ginecologista Fernanda Mauro te explica o que pode estar acontecendo.

 

O que provoca uma diminuição do fluxo menstrual?

 

Fernanda conta que diversas situações podem apresentar a diminuição do sangramento. “O fluxo menstrual diminuído pode ser tanto fisiológico, ou seja, natural da mulher ou da fase que ela está, como pode sugerir algumas alterações, principalmente hormonal”, explica. Portanto, em uma grande maioria das vezes, as mudanças podem estar ocorrendo por motivos naturais. De toda forma, a melhor resposta será de um ginecologista.

 

Menstruação reduzida pode indicar problemas de saúde, como tireóide

 

Sim! Se a diminuição não estiver atrelada a um caso em que há o início do uso do anticoncepcional, próximo à menopausa ou à puberdade, a mulher deve ir a um ginecologista. “Precisamos pensar em outras causas como ausência de ovulação gerada por síndrome dos ovários policísticos, problemas na tireoide, alteração na prolactina, estresse e extremos de peso”, explica.

 

Algumas mulheres apresentam o fluxo menstrual baixo por motivos genéticos. Mas, se o fluxo estiver durando 3 dias ou menos, a mulher já deve se preocupar. Nessa situação, a menstruação se enquadra como hipomenorreia, o nome científico para a menstruação escassa. As principais causas dessa anormalidade são, além dos já listados pela profissional: síndrome de Asherman, útero de tamanho reduzido e baixo nível corporal.

 

Consulte seu ginecologista para uma avaliação mais detalhada

 

Antes de tudo, analisar se essa alteração é normal ou não. Fernanda sugere comparar com o último período menstrual. Se a diminuição for recorrente nos dois ciclos ou se o dessa vez tiver um fluxo muito menor, vale a ida ao profissional. Lá, você terá a garantia. “Seu médico irá pesquisar os sintomas dessa alteração menstrual, além de poder solicitar exames para complementar o diagnóstico e excluir qualquer alteração- avaliação hormonal no exame de sangue, ultrassom transvaginal e outros”, indica. Todos os procedimentos necessários serão feitos para que você e o ginecologista tenham a certeza de que está tudo certo com a sua saúde.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Fernanda Mauro - Ginecologista e Obstetra da Perinatal
CRM: 52-995185

As DSTs só são transmitidas com penetração? Uma ginecologista responde essa dúvida!

É muito importante buscar conhecimento sobre DSTs, que nada mais são do que doenças que podem ser transmitidas através da relação sexual. Quanto mais pessoas falando e explicando sobre o tema, maior será a conscientização da prevenção dessas doenças que podem gerar consequências para a vida toda. Como todo assunto que ainda é tabu, as Doenças Sexualmente Transmissíveis geram muitas dúvidas. A mais comum é não saber ao certo quais são as formas de contágio de cada doença. DSTs só são transmitidas com penetração? Compartilhamento de itens pessoais também pode ser perigoso? Passa pelo beijo? Consultamos uma ginecologista para falar sobre o tema.

 

DST só é transmitida pela penetração?

 

De acordo com a ginecologista Renata de Camargo, a penetração durante a relação sexual desprotegida não é a única forma de transmissão: “Algumas DSTs também têm contágio pela saliva ou sangue, portanto, podem ser transmitidas de outras maneiras, como pelo beijo, alicate de cutículas, escova de dentes e uso compartilhado de seringas”, diz a médica. De modo geral, as DSTs são transmitidas através do contato com fluidos corporais da pessoa contaminada, e isso inclui o sexo oral e as preliminares.

 

Como descobrir se estou com uma DST?

 

Segundo a médica, algumas DST são silenciosas, isto é, não causam dores, corrimentos, febre. “Para descobrir, a melhor maneira é a consulta de rotina com o ginecologista, que colherá material para cultura e também fará a coleta do papanicolaou (o exame preventivo ajuda a detectar o HPV e possíveis células cancerígenas).

 

Conheça as principais DSTs e saiba como preveni-las

 

A seguir, a ginecologista lista e comenta sobre as principais doenças do trato genital que têm transmissão exclusivamente sexual e o que devemos fazer para nos prevenir durante as relações.

 

HPV: Essa é a sigla para o Papiloma Vírus Humano, uma das DST mais prevalentes. A transmissão do vírus acontece por via sexual, inclusive pelo sexo oral. No entanto, nem sempre a pessoa infectada apresenta sintomas aparentes, por isso, o uso da camisinha ainda é a melhor forma de prevenir a doença. A atividade viral pode aos poucos danificar o processo de renovação celular do colo uterino, fazendo com que as células se dividam anarquicamente, processo conhecido como câncer de colo uterino. Mas hoje existem vacinas capazes de proteger dos dois tipos de vírus mais relacionados a essa alteração. Além disso, o exame preventivo é capaz de detectar sinais de infecção viral de forma precoce, permitindo tratamento eficaz.

 

Cancro Mole: O cancro é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, que causa feridas na região genital. Geralmente causa febre, dor de cabeça e fraqueza, sendo mais comum nos homens do que nas mulheres. Previne-se exclusivamente usando preservativos.

 

Mycoplasma Genitalium: Esta é uma infecção atualmente de grande prevalência tanto em homens como em mulheres, podendo ser transmitida através de penetração ou sexo oral. Na maioria dos casos é assintomática tanto em homens como em mulheres. Mulheres com a bactéria têm mais chance de ter sangramento após o sexo. Pode causar ardência e dor pélvica. Para evitar contraí-la, já que pode não causar sintomas, faça sexo seguro usando camisinha.

 

Gonorreia: Causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. A melhor maneira de evitar a transmissão é usando camisinha, inclusive, no sexo oral. Geralmente associada a doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica (fora do útero) e infertilidade feminina. Nos homens, pode levar à epididimite, em linhas gerais, uma inflamação dos vasos ligados aos testículos e também pode causar infertilidade.

 

Clamídia: Essa é uma doença que pode ter evolução silenciosa, o que facilita sua disseminação e danos. Pode causar infertilidade, aborto ou, em casos mais graves, até a morte. Os sintomas apresentados por quem está infectado pela clamídia são, nas mulheres, corrimento vaginal, forte odor e ardência para urinar, enquanto nos homens pode ser percebida uma secreção na glande do pênis. Em alguns casos também aparecem pequenos caroços na virilha. Melhor maneira de evitar é usando preservativo.

 

Sífilis: Seu aparecimento voltou a aumentar em decorrência da falta de penicilina no mercado. A sífilis causa feridas nos genitais e caroços na virilha aproximadamente duas semanas após o sexo desprotegido com alguém infectado. Muitas vezes os sintomas passam despercebidos. Na terceira fase da doença, as marcas podem sumir, mas ainda há risco de contaminação. A melhor forma de evitá-la é com uso de camisinha tanto no sexo oral, anal e vaginal.

 

AIDS: A sigla AIDS significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e o vírus se denomina HIV. Ele é encontrado no sêmen, no sangue, leite materno e na secreção vaginal das pessoas infectadas. Após o contágio, a AIDS pode demorar até 10 anos para se manifestar, e nesse tempo, ela pode ser transmitida sem a pessoa saber que tem o vírus dentro dela. Por isso, o exame de rotina anual é essencial para o diagnóstico precoce da doença, e o uso do preservativo fundamental para evitar o contágio.

 

Herpes: Erupção vermelha e dolorosa na região da vulva, vagina ou ânus com pequenas bolhas que coçam muito, depois estouram, saindo pequena quantidade de líquido e cicatrizam são características do herpes genital. Na maioria das vezes, o herpes genital é transmitido através do contato sexual. Segundo estudos recentes, a pessoa pode transmitir o vírus mesmo estando sem as lesões ativas. Ou seja, para preveni-la, use camisinha.

 

Hepatite B: A hepatite B é uma DST, mas também pode ser transmitida pelo contato com sangue e por materiais cortantes contaminados, como alicate de unha. Para se prevenir, além do uso da camisinha em todas as relações sexuais, não se deve compartilhar escova de dente, alicates de unha, lâminas de barbear ou depilar. Ela pode causar danos hepáticos irreversíveis e câncer de fígado.

 

Tricomoníase: Essa é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas Vaginalis,  que ataca o colo do útero, a vagina e a uretra. Além do corrimento esverdeado ou amarelo-esverdeado, dor durante o sexo, ardência ao urinar e coceira na vagina são alguns dos sintomas da doença. Como também atinge os homens, a tricomoníase pode ser transmitida através de relações sexuais sem camisinha.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Renata de Camargo Menezes - Ginecologista, Obstetra, Diretora da Clínica Engravide e especialista em Reprodução Humana

CRM: 99227

Método contraceptivo diafragma: o que é, como funciona e passo a passo para colocá-lo

Funcionando literalmente como uma barreira, o diafragma é mais um dos métodos contraceptivos disponíveis no mercado para as mulheres. “É um dispositivo circular de silicone que deve ser introduzido na vagina antes das relações”, define o ginecologista Rogério Leão. Ainda pouco conhecido, ele oferece uma grande vantagem: não tem hormônios. Uma bomba hormonal, dependendo dos casos, pode ser prejudicial à saúde da mulher e, por isso, o diafragma é uma boa opção. Confira o que mais o profissional nos contou sobre esse contraceptivo e entenda como ele funciona!


 

O diafragma funciona como uma barreira

 

O diafragma deve ser colocado no fundo da vagina, como se fosse um absorvente interno. Dessa forma, ele bloqueia a passagem do esperma, impedindo o contato com o útero da mulher. Mas, como todos métodos contraceptivos, o diafragma apresenta vantagens e desvantagens. “Tem a vantagem de não ter hormônios, protege ainda contra algumas infecções uterinas e pélvicas, embora não proteja contra todas as DSTs”, explica ele. Como o contágio das DSTs se dá apenas pelo contato, a barreira de silicone não é eficaz nesse sentido.

 

Passo a passo para colocar o diafragma

 

O primeiro passo para fazer uso do diafragma é ir ao ginecologista. O profissional irá te examinar e determinar qual o tamanho adequado do diafragma para sua vagina. Tamanhos muito grandes podem ser prejudiciais à saúde da mulher. Já em casa, vá a um lugar em que você se sinta confortável para colocá-lo. Em seguida, siga o passo a passo:

- Lave as mãos
- Passe pomada espermicida nele e nas bordas da vagina
- Abra as pernas como se fosse colocar um absorvente interno
- Dobre-o e insira dentro da vagina
- Ajuste as bordas com os dedos
- Remova-o depois de 8 a 12 horas após a relação

O diafragma pode permanecer na vagina por, no máximo, 24 horas. Mas, depois da transa, precisa ser retirado apenas depois de 8 horas. A mulher deve aguardar esse tempo para ter a certeza de que nenhum resquício da ejaculação masculina fique no canal vaginal.

 

Há contraindicações para o uso do diafragma?

 

O diafragma é indicado para a maioria das mulheres, sem contraindicações. Apesar disso, existem exceções e casos específicos. “Pacientes com alergia a látex e em vigência de infecção pélvica, uterina ou vaginal não pode usar, explica. A barreira contraceptiva também não deve ser usada durante a menstruação, já que iria reter o sangramento, e mulheres virgens também não são recomendadas para usar o diafragma.

 

Cuidados higiênicos e de armazenamento após o uso

 

Depois de ter esperado as 8 horas após a relação, a mulher deve manter os cuidados higiênicos com o diafragma. “Deve ser retirado e higienizado com água e sabão, podendo ser feito no banho e guardado na caixa para conservar”, recomenda. O ginecologista também indica que, após o uso, seja analisado o estado da barreira, uma vez que ela pode ser danificada ou apresentar furos. O normal é que esse método contraceptivo seja trocado a cada 3 anos, em média.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dr. Rogério Leão - Ginecologista e Obstetra do IPGO (Inst. Paulista de Ginecologia e Obstetrícia) e Médico Assistente na área de Ginecologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM/ UNICAMP)
CRM: 104.152

O corrimento na minha calcinha aumentou. Veja o que pode ser!

Toda mulher em idade reprodutiva (depois da menarca) possui secreções vaginais fisiológicas, ou seja, não se trata de um problema de saúde e sim da fisiologia normal do ciclo reprodutivo das mulheres. Normalmente essa secreção está relacionada ao período ovulatório, quando a produção de fluidos aumenta e não apresenta cor ou cheiro.

 

Já as secreções acompanhadas de sintomas como coceira e/ou com odor costumam estar associados a alguma doença. As mais comuns estão ligadas a candidíase vaginal, tricomoníase e vaginose bacteriana. Conversamos com um ginecologista para saber o que pode causar um aumento das secreções vaginais na calcinha e quando o corrimento deve ser uma preocupação.

 

O que pode provocar um aumento do corrimento?

 

Primeiro é preciso verificar se a secreção encontrada na calcinha é natural ou patológica, ou seja, se ela está ligada a alguma complicação ou não. De acordo com o ginecologista Ricardo Barbosa Diniz, agentes patogênicos podem levar à candidíase (causada por fungos), tricomoníase (causada por protozoários) e vaginose bacteriana. São infecções chamadas de vulvovaginites (afetam a vulva e a vagina) e podem provocar um corrimento esbranquiçado ou amarelado, com textura espessa e odor forte, além de coceira, vermelhidão e ardência na área íntima. Existe um tratamento adequado para cada complicação, portanto, ao perceber os sintomas citados procure seu ginecologista para uma avaliação.

 

O médico ainda acrescenta que pacientes que utilizam dispositivo intrauterino (DIU) também estão propensas a persistência de episódios de corrimento vaginal. No entanto, o tratamento pode ser feito facilmente com medicações recomendadas pelo ginecologista.

 

O que pode ser feito para contornar o quadro?

 

Os corrimentos citados podem ser facilmente diagnosticados pelo seu médico ginecologista e normalmente precisam de algum tipo de medicação. O tratamento vai depender da infecção que for diagnosticada. Normalmente é indicado o uso de uma pomada de aplicação local, comprimidos orais ou vaginais. Em algumas infecções que podem ser transmitidas através de relações sexuais, como a tricomoníase, o parceiro também precisará ser tratado. “Quando a paciente apresenta corrimento de repetição, deve-se avançar na propedêutica (pesquisa do motivo) e introduzir um tratamento mais prolongado”, explica o médico para casos de infecções recorrentes.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dr. Ricardo Barbosa Diniz – Coordenador do serviço de Ginecologia e Obstetrícia e Diretor Clínico do Hospital América de Mauá. 
CRM: 83689

3 situações na sua rotina em que o protetor diário é fundamental

O protetor diário é o item de higiene íntima que te acompanha em qualquer momento do dia. O produto ajuda a absorver a umidade da região íntima causada pela transpiração ou pelas secreções vaginais naturais do dia a dia, além de neutralizar possíveis odores comuns a essa área. O resultado disso é um aliado que nunca te abandona: mantém sua calcinha sequinha e você ainda mais fresca em qualquer ocasião. Mesmo sendo útil para todos os dias, há momentos em que ele é essencial. Veja quais são:

 

Quando você vai dar uma esticadinha em outro lugar

 

Não é sempre que você vai do trabalho ou da faculdade direto para casa. Sempre pode rolar um convite para ir a um barzinho com os amigos, um jantar com o namorado, com o boy novo… Nunca se sabe o que pode rolar! Por isso é sempre bom estar prevenida. Com um protetor diário respirável na bolsa tudo fica mais fácil. Se você já saiu de casa usando um protetor na sua calcinha, durante o dia você pode fazer mais algumas trocas e na hora de sair ainda estar com a lingerie com aspecto de nova: sem umidade, sem odor, apenas fresca!

 

No dia que você marcou depilação

 

O dia da depilação é momento do mês em que você quer se cuidar um pouquinho mais, se agradar e manter a higiene em dia. Mas, como nem sempre dá para marcar um horário logo depois do banho, o ideal é utilizar um protetor diário para proteger sua calcinha até a hora da sua sessão. Se você for depois do trabalho, já sai de casa usando um protetor, troca de novo durante o dia e se houver necessidade troque mais uma vez antes de ir ao centro de estética. Sua calcinha estará limpa e sequinha até o fim do dia.

 

Quando você estiver no período fértil

 

O protetor respirável pode ser usado todos os dias, principalmente durante o período fértil do seu ciclo menstrual, pois é quando a produção de secreções fisiológicas tende a aumentar e deixar sua calcinha mais úmida ao longo do dia. Para não precisar ficar com essa sensação incômoda de umidade, não esqueça do seu protetor diário respirável antes de sair de casa. A super vantagem desse produto ser respirável é que você pode usá-lo sem preocupação, pois ele permite a circulação de ar sem abafar.

Mudança de hábitos pode ser a principal prevenção de muitas doenças vaginais. Veja dicas!

Pequenos hábitos fazem toda a diferença no nosso cotidiano. Pode ser um sorriso de um estranho, um abraço apertado de um amigo e até aquela lambida do nosso cachorro! A verdade é que os hábitos definem nosso humor e, portanto, nossa saúde. Não poderia ser diferente com a saúde da vagina. Isso mesmo! Qualquer tipo de comportamento incomum é estranhado pelo órgão genital feminino, o que pode levar a uma série de doenças vaginais. Conversamos com o especialista Marcos Wengrover para tirar as dúvidas principais e juntamos algumas dicas para você evitar esses quadros.

 

O que pode causar doenças vaginais

 

Germes e fungos utilizam a vagina como porta de entrada para desenvolvimento de doenças. Entre elas, existem casos comuns e raros. “Candida sp., Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis, Neisseria gonorreae, Clamydia tracomatis, Ureaplasma urealiticum, Mycoplasma hominis e o vírus do HPV”, lista Marcos. Esses agentes podem causar a candidíase, vaginose, tricomoníase, gonorreia, clamídia, doenças inflamatórias pélvicas e infecções.

 

A maioria dessas doenças é resultada de alguma doença sexualmente transmissível. As DSTs são complicações graves e contagiosas que podem ser passadas por meio de relações sexuais, ou seja, o contato das regiões íntimas com qualquer objeto ou pessoa contaminados.

 

Como prevenir doenças sexualmente transmissíveis

 

A prevenção das DSTs envolve mudanças maiores no comportamento. “Em mulheres solteiras, a prevenção se dá pelo comportamento sexual adequado, como uso de preservativos em todas as relações sexuais. O número de parceiros sexuais também é determinante no risco de adquirir uma doença sexualmente transmissível”, comenta o especialista. Além dessas, fazer exames e tomar vacinas, como da hepatite B e da HPV, também são dicas eficientes.

 

Mudando de hábitos que fazem a diferença na saúde vaginal

 

Diferente das DSTs, as doenças fúngicas podem surgir sem que haja o contato com objetos ou pessoas infectadas. “A vagina pode conter a Cândia e a Gardnerella em pequena quantidade sem causar sintomas, entretanto, uma redução da quantidade de lactobacilos acidófilos pode alterar o pH da vagina e torná-la mais vulnerável ao desenvolvimento de vaginose e candidíase”, explica ele.

 

Para evitar que tal redução aconteça, as mulheres têm um importante papel na mudança de pequenos hábitos. Os cuidados podem começar durante a higiene, trocando o sabonete em barra por um líquido, pois este tem o pH mais próximo da vagina. Outras dicas são evitar o uso de roupas justas ou molhadas por longos períodos. Por fim, invista mais em calcinhas de algodão para permitir que a área seja melhor ventilada, já que o abafamento dessa região também pode ser um facilitador de infecções e alergias. Todos esses cuidados evitam a proliferação de germes e fungos indesejados.
 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dr. Marcos Wengrover Rosa, MD, PhD.
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Moinhos de Vento
CRM: 12346

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