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Colocando DIU pela primeira vez? Tudo o que você precisa saber sobre esse dispositivo

Está pensando em escolher o DIU como método contraceptivo? Antes da decisão é importante que você saiba tudo sobre o dispositivo intrauterino. Para começar, ele é um pequeno objeto inserido no útero da mulher para impedir a passagem do espermatozoide e, consequentemente, prevenir a gravidez. O contraceptivo pode ser encontrado em duas versões: de cobre (sem hormônio) e de progesterona (hormonal), sendo o não-hormonal mais popular entre as mulheres. O método é considerado eficiente pelos médicos e possui muitas vantagens. Veja quais são!

 

Vantagens e desvantagens do DIU

 

Entre as inúmeras vantagens, o ginecologista Gustavo Pereira destaca a longa duração do método, que pode ser, em média, 10 anos para o DIU não-hormonal e 5 para o hormonal. É importante verificar as especificações contidas na embalagem do DIU utilizado. “O DIU de cobre, por não ter hormônio, não apresenta os riscos e efeitos colaterais do uso de hormônios, a fertilidade retorna imediatamente após sua retirada e ele pode ser inserido imediatamente após o parto”, diz o médico.

 

Sobre o DIU hormonal, ele recomenda como opção para mulheres que querem diminuir o fluxo menstrual, pois ele tende a levar o ciclo à amenorréia (ausência de menstruação). “Pode ser usado no tratamento de metrorragia (menstruação excessiva) e dismenorréia (menstruação dolorosa)”, acrescenta o especialista.

 

Outras vantagens do método intrauterino:

 

  • Alta eficácia anticoncepcional;

  • Não interfere nas relações sexuais;

  • Não interfere na amamentação;

  • Não diminui o apetite sexual nem o prazer;

  • Pode ser usado até a menopausa;

  • Não interage com outra medicação;

  • Pode prevenir a gravidez ectópica (fora do útero).

 

Como o DIU é inserido no útero?

 

Segundo a ginecologista Fernanda Mauro, o procedimento de inserção do dispositivo no útero da mulher é bem simples: “A paciente fica na mesma posição da coleta do preventivo e é introduzido o espéculo vaginal (bico de pato)”, diz, acrescentando também que alguns médicos optam por realizar um anestesia local no colo do útero. Primeiro é feita a medição do tamanho do útero e depois introduzido o DIU. O procedimento pode ser feito no consultório ou internada sob sedação.  

 

Sobre a dor durante o procedimento, a médica diz que é relativa para cada paciente, mas pode ser comparada à cólica menstrual. “O uso de anti-inflamatórios ou analgésicos podem trazer um maior conforto para a paciente. Além disso, se o procedimento for realizado no período menstrual, momento em que o colo do útero está mais dilatado, pode facilitar”, acrescenta.

 

Quando o DIU começa a fazer efeito?

 

Os dois tipos de DIU possuem a ação mecânica de prevenir a gestação, logo, seu funcionamento começa a partir da introdução. No entanto, a ginecologista explica que alguns médicos preferem aguardar 15 dias ou o primeiro ciclo menstrual para avaliar a adaptação do corpo da mulher com o DIU e ter certeza que ele manteve a posição correta. O DIU de progesterona também tem a ação hormonal trazendo outra forma de proteção contra gestação.

 

Há risco do meu corpo não se adaptar e expulsar o DIU?

 

Para a médica, o risco de rejeição é baixo, mas existe. “A expulsão do DIU costuma ser acompanhada por cólica intensa e prolongada. Mas vale lembrar que após o procedimento a cólica é um sintoma normal e costuma melhorar com uso de medicação”, esclarece.

 

Vou precisar fazer manutenção? Quando devo trocar o dispositivo?

 

A manutenção do contraceptivo é a verificação da posição do dispositivo intrauterino. A primeira costuma ser feita após o primeiro ciclo menstrual e depois a cada 6 meses nas consultas de rotina com o ginecologista. Quanto à duração, o DIU hormonal deve ser trocado a cada 5 anos e o DIU de cobre a cada 10 anos.

 

Vou sentir o DIU durante a relação sexual? Pode espetar?

 

De acordo com a médica, não é comum sentir o DIU durante a relação sexual. “O dispositivo fica dentro do útero e um fio de segurança se estende até o colo do útero, ficando uma pequena parte (mais ou menos 1,5 cm) na vagina”, diz. Caso sinta espetar, procure seu ginecologista! Normalmente basta diminuir a parte que se encontra na vagina para não ter mais esse desconforto.

 

Este artigo tem a contribuição dos especialistas:
 

Dra. Fernanda Mauro - Ginecologista e Obstetra da Perinatal
CRM: 52-995185

 

Dr. Gustavo de Paula Pereira - Ginecologista
CRM: 119970 - SP

Protetor diário e absorvente são a mesma coisa? Entenda as diferenças e saiba quando usar cada produto

O protetor diário e o absorvente externo são dois produtos que acompanham as mulheres durante muitos anos, levando em conta que durante toda a idade fértil (da primeira menstruação até a menopausa), a mulher menstrua e produz secreções vaginais. Por isso, muitas vezes é possível que haja uma confusão sobre suas funções. Para não restar mais dúvidas, o Só Delas preparou um guia de como usar cada item durante o mês. Acompanhe a gente!

 

O protetor diário não é um mini-absorvente! Entenda a função dele na sua rotina

 

É importante lembrar, primeiramente, que o protetor diário não é um mini absorvente externo. Além de ser bem menor do que um absorvente tradicional, ele não possui capacidade de absorver o fluxo ativo do dia mais intenso da sua menstruação. No entanto, há um tipo de protetor recomendado para o comecinho e finalzinho do período, quando o sangramento é resumido a um borrão. Essa versão possui uma película protetora, que retém leves fluxos e pequenos escapes.

 

Há também o protetor respirável, indicado para as mulheres usarem durante os 21 dias do ciclo em que não há menstruação. Seu uso é recomendado para absorver a transpiração da região íntima e secreções vaginais que deixam a calcinha úmida e causam incômodo ao longo do dia. A versão diária é feita com material respirável e permite a circulação do ar na região íntima.

 

O absorvente externo deve ser usado somente nos dias de menstruação

 

Não confunda seu absorvente tradicional com um protetor diário! O item de higiene íntima foi desenvolvido com maior capacidade de absorção para receber o fluxo menstrual nos dias mais intensos. O absorvente  é maior do que o protetor, tem um formato ideal para se adaptar ao corpo da mulher e maior espessura para entregar maior proteção. Além disso, conta com tecnologias que ajudam a espalhar mais rapidamente o fluxo pelo produto e ajudam a manter o sangue longe da região íntima da mulher. Abas para ajustar e melhorar a fixação do produto à calcinha e opções de cobertura seca e suave são mais algumas das características que diferenciam os benefícios de ambos.  

 

Com essas informações que você leu até aqui ficou fácil acertar no conforto e higiene íntima, né? Para não esquecer: protetor diário com película protetora para o primeiro dia e finalzinho da menstruação, absorvente externo (ou interno, se você preferir) para os dias de fluxo mais intenso e protetor diário respirável para os 21 dias do ciclo em que você não irá menstruar. ;)

Vomitar após tomar pílula anticoncepcional pode anular seu efeito?

Há dias em que a gente não está se sentindo muito bem e o estômago fica embrulhado, podendo causar náuseas e vômito. Para quem faz uso de pílulas anticoncepcionais, é preciso ficar atenta ao horário que você tomou a pílula neste dia, pois ao vomitar, a medicação pode perder a eficácia. Conversamos com uma ginecologista para saber o que fazer caso você tenha esse sintoma pouco tempo depois de ingerir o medicamento. Para meninas que estão iniciando a pílula ou mudando o anticoncepcional hormonal, vale lembrar que sintomas como náuseas, vômito e enjoos são comuns no processo de adaptação, que pode ser rápido ou levar até três meses, dependendo de cada organismo. Se os sintomas não melhorarem, converse com sua ginecologista, pois pode ser necessário trocar o método contraceptivo.


Vômitos, diarreia e até doenças gastrointestinais podem cortar o efeito da pílula


Segundo a ginecologista Paula Bortolai, vários fatores podem interferir na absorção da pílula anticoncepcional no organismo da mulher: “Uso de medicamentos como antibióticos, anticonvulsivantes e antidepressivos, além vômitos e diarreia, doenças gastrointestinais, uso de drogas e uso incorreto da pílula”, diz. Para que o anticoncepcional seja eficaz é necessário tomar todos os dias no mesmo horário até finalizar a cartela. Em caso de raro esquecimento, tome a pílula assim que lembrar e use o preservativo se for ter relação sexual.
 

Vomitar após tomá-la pode anular o efeito?

 

De acordo com a médica, isto pode reduzir o efeito da pílula anticoncepcional: “Por ter vomitado, a pílula pode não ter sido absorvida corretamente, principalmente se os vômitos ocorreram em até quatro horas após a ingestão”, explica. Se for um único episódio de vômito, a médica recomenda ingerir um novo comprimido. “Mas se a paciente estiver com um quadro de diarreia e vômitos constantes, recomenda-se a utilização de um método contraceptivo complementar (camisinha principalmente) até o término do ciclo”, recomenda a especialista. Vale também consultar um profissional para investigar a causa correta do vômito para tratar o quanto antes.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Dra. Paula Bortolai Martins Araujo - Ginecologista-obstetra do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia
CRM: 127.101

Um guia completo sobre pílula anticoncepcional. Tire todas as suas dúvidas

Não é uma novidade que a pílula anticoncepcional é um dos métodos mais populares. Desde seu lançamento, ela atraiu diversas mulheres com suas qualidades e eficácia. No entanto, é preciso conversar com seu ginecologista para encontrar a melhor opção para o seu caso e ficar atenta ao uso. “O erro mais comum nas usuárias de pílula é não seguir a tomada a cada 24 horas sem atrasos ou esquecimentos”, destaca a Dra. Zsuzsanna Ilona. Para dar uma ajuda nesse assunto, o Só Delas veio te apresentar os tipos de pílula anticoncepcional e suas características.





 

Quando começar a tomar pílula anticoncepcional?

 

Segundo a ginecologista Bárbara Murayama, não há uma idade precisa para iniciar o uso da pílula anticoncepcional. “A pílula é uma medicação hormonal que pode ser indicada como método anticoncepcional e/ou pode ser usada como parte do tratamento de algumas doenças ginecológicas”, explica ela. Alguns exemplos desses quadros são a síndrome dos ovários policísticos e endometriose. Além disso, o método é de fácil uso pela paciente. “O mais importante é que a menina seja acompanhada por uma ginecologista desde a puberdade para que seu desenvolvimento seja observado e ela possa ser orientada”, completa ela.

 

A pílula pode conter progesterona e estrogênio

 

Assim como esclarece a Dra. Luciana Cima, as pílulas combinadas, que contém hormônios femininos sintéticos de estrogênio e progesterona, são as mais usadas. “Existem várias apresentações, contendo tipos diferentes de cada um dos hormônios, em doses diferenciadas”, comenta ela. O uso dessa opção tem como objetivo ter um controle maior do ciclo menstrual, capaz de diminuir o fluxo, as cólicas e até a TPM, dependendo da quantidade de cada hormônio. “Qual pílula é mais adequada para cada paciente deve ser determinada pelo seu médico ginecologista”, orienta a médica.

 

Você conhece a minipílula?

 

Também conhecida como a pílula de progesterona, a minipílula não deve ser utilizada por mulheres que possuem intolerância ou não poder usar progestogênios. “É um medicamento diário que contém somente um hormônio. Elas podem ser prescritas se a paciente apresentar efeitos colaterais com outros tipos de pílulas contraceptivas”, explica Dr. José Carlos. E ainda, para as pacientes que já apresentam tendência, o uso do método pode aumentar a acne. Por isso, não deixe de conversar com o seu médico. Além disso, esse tipo é indicado para quem está amamentando.

 

Com pausa ou sem pausa?

 

Começar a utilizar a pílula anticoncepcional por conta própria apresenta diversos riscos. “Com prejuízos no desequilíbrio hormonal e comprometimento da segurança do método”, diz Dra. Paula Bortolai. Dessa maneira, a consulta com o ginecologista é de suma importância, para avaliar o seu quadro e indicar a melhor opção. Uma dessas questões avaliadas é o uso da pílula com ou sem pausa.

 

De acordo com a Dra. Claúdia Navarro, as minipílulas são indicadas para quem não deseja menstruar, pois devem ser utilizadas continuamente. Fique de olho para sempre tomá-la no mesmo horário. Por outro lado, as pílulas combinadas já não são de uso contínuo, sendo necessário respeitar seu tempo de pausa de cada uma. “A indicação final do tipo ideal de pílula para cada paciente deve ser feita individualmente, após uma consulta médica”, destaca ela.

 

Este artigo tem a contribuição dos especialistas:


Dra. Zsuzsanna Ilona Katalin de Jármy Di Bella - Ginecologista
CRM: 72289 - SP


Dra. Bárbara Murayama - Ginecologista
CRM: 112527


Dra. Luciana Cima - Ginecologista e obstetra da Perinatal.
CRM: CRM 52-81684-1


Dr. José Carlos Torres- Ginecologista do Hospital Moriah
CRM 71.192


Dra.Paula Bortolai Martins Araujo, Ginecologista-obstetra do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia
CRM: 127.101


Dra. Cláudia Navarro - Ginecologista, especialista em reprodução assistida
CRM-MG: 21198

O DIU precisa de uma manutenção após inserido no útero?

Você já sabe que a camisinha é indispensável para as relações sexuais, especialmente por ser o método que protege contra a transmissão das doenças sexualmente transmissíveis, as DST’s. Além dela, a maioria das pacientes optam por outro anticoncepcional também. O DIU é do tipo de inserção, já que fica dentro do útero, e usado por muitas. Mas, por estar dentro do corpo, é preciso fazer uma manutenção? Entenda sobre os cuidados com o DIU com as explicações da ginecologista Dra. Camila Ramos.

 

Após inserido, é preciso fazer uma manutenção do DIU?

 

O DIU é um método anticoncepcional escolhido por muitas pacientes. Como destaca a médica, qualquer mulher pode usá-la, até as pacientes que nunca tiveram filho. A inserção do DIU é feita no consultório, e o ginecologista o introduz no útero. Sobre a manutenção, Dra. Camila afirma que é preciso ser feita sim. “A paciente deve fazer visitas anuais ao ginecologista para exame ginecológico e ultrassonografia”, recomenda ela.

 

Você sabe quais são os cuidados principais para quem usa DIU?

 

Após ter a primeira menstruação e dar início à vida sexual, a garota começa a entender que seus cuidados com o corpo devem mudar um pouco. Para completar, ela agora precisa manter regulares as visitas ao ginecologista para checar sua saúde íntima. Quando coloca o DIU, a mulher também precisa ficar atenta a alguns cuidados. A profissional alerta para a necessidade de exames periódicos para avaliar a posição do DIU.

 

Além de ter relação sexual protegida a fim de evitar infecções vaginais”, completa. Vale avisar que, no dia da inserção do método, é possível que a paciente sinta cólicas. Por isso, Dra. Camila orienta a repousar, colocar bolsa de água quente e, se for preciso, remédios para aliviar o incômodo.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Dra. Camila Ramos - Ginecologista e obstetra da Policlínica Granato

CRM: 5295691-0

Cólica muito forte é normal? Saiba quando a dor pode representar alerta de saúde

A cólica que algumas mulheres sentem todo mês quando a menstruação está para chegar é o esforço que o útero faz para expelir o endométrio em forma de fluxo menstrual, causando contrações incômodas. Nessa fase do ciclo são liberadas substâncias inflamatórias, as prostaglandinas, que podem provocar a dor abdominal e atrapalhar a rotina. Somente nos primeiros dois anos após a menarca, pode-se dizer que é comum a menina sentir uma cólica um pouco mais forte, que é classificada como primária. Isso acontece porque o eixo ainda não está maduro, o útero é pequeno e o canal cervical é mais estreito. Portanto, fique alerta: se a cólica persistir e continuar intensa nos anos seguintes, procure seu ginecologista para investigar!


 

Como é possível classificar a intensidade da cólica?

 

A dor é um parâmetro muito individual, mas, para os ginecologistas é possível quantificar a intensidade utilizando escalas de dor: “Pedimos para a paciente dar nota de 0 a 10, no qual 0 significa nenhuma dor e 10 significa a dor mais forte que já sentiu na vida”, explica a ginecologista Paula Bortolai. Outro parâmetro que pode ajudar é observar o quanto a cólica está afetando nas suas atividades diárias (trabalho, estudo e sair de casa no geral), se ela melhora com medicação oral ou se exige que você tenha que ir ao pronto-socorro.  

 

Quando essa dor pode ser um alerta de saúde?

 

Segundo a especialista, ter cólicas muito fortes não é normal e sempre deve ser investigado. Para ela, quando a cólica é muito forte deve-se suspeitar de doenças ginecológicas como endometriose, miomas, doença inflamatória pélvica e hímen imperfurado. “Este diagnóstico é importante para evitar a progressão de muitas doenças que podem levar a complicações futuras, como infertilidade e disfunções sexuais”, destaca.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Paula Bortolai Martins Araujo, Ginecologista-obstetra do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia
CRM: 127.101

Tomar anticoncepcional de forma contínua só pode ser feito se indicado por um profissional?

A pílula anticoncepcional de uso contínuo é um método eficaz na prevenção da gravidez e também ajuda a cessar a menstruação. É uma boa opção para mulheres que desejam reduzir o fluxo menstrual intenso ou necessitam diminuir o sangramento durante o tratamento de doenças como a endometriose e miomas. Este tipo de pílula também é eficiente na melhora de sintomas intensos da TPM. Por ser um medicamento de fácil acesso e hoje em dia poucas farmácias exigirem a prescrição médica, será que é necessário consultar um ginecologista antes usar a pílula de forma contínua? Consultamos um especialista para esclarecer essa e outras dúvidas.

 

A pílula anticoncepcional de uso contínuo é um método eficaz na prevenção da gravidez e também ajuda a cessar a menstruação. É uma boa opção para mulheres que desejam reduzir o fluxo menstrual intenso ou necessitam diminuir o sangramento durante o tratamento de doenças como a endometriose e miomas. Este tipo de pílula também é eficiente na melhora de sintomas intensos da TPM. Por ser um medicamento de fácil acesso e hoje em dia poucas farmácias exigirem a prescrição médica, será que é necessário consultar um ginecologista antes usar  a pílula de forma contínua? Consultamos um especialista para esclarecer essa e outras dúvidas.

 

As vantagens de tomar anticoncepcional de forma contínua

 

Usar o anticoncepcional de forma contínua normalmente é uma solução sugerida pelos ginecologistas para mulheres que sofrem com sintomas intensos de tensão pré-menstrual (TPM), endometriose, cólicas muito fortes, cistos ovarianos e acne intensa. Para a ginecologista Amanda Volpato Alvarez, o uso contínuo da pílula não traz nenhum malefício para o organismo e pode ser usada durante um longo período. Apesar dos mitos que envolvem este tipo de medicamento, a pílula não interfere na fertilidade da mulher. Ao desejar engravidar, a mulher deve conversar com o ginecologista e suspender o uso da pílula.

 

De acordo com a especialista, todo anticoncepcional, de uso contínuo ou não, faz o bloqueio da ovulação, e a mulher só apresenta sangramento quando para de ingerir os hormônios contidos na pílula: “O sangramento que ocorre entre uma cartela e outra não é bem uma menstruação e, sim, um sangramento de privação, devido à falta dos hormônios”, esclarece.

 

Para iniciar esse método, preciso ir ao ginecologista?

 

Segundo a médica, antes de iniciar qualquer método contraceptivo é necessário consultar um ginecologista para que ele possa avaliar o melhor método para você. “Embora seguro, o anticoncepcional não é recomendado para todas as mulheres e, assim como qualquer medicação, também pode apresentar efeitos colaterais”, diz. Dentre os grupos de mulheres com contraindicação ao uso de anticoncepcionais estão: aquelas com histórico de doenças tromboembólicas, doenças hepáticas, câncer atual ou prévio com relação com hormônios, entre outras.

 

A partir do momento que a mulher tem a indicação do seu ginecologista para o uso de anticoncepcional, o uso contínuo ou não pode ser uma decisão da paciente junto com o seu médico. “Com exceção dos casos em que a indicação já seja pelo uso contínuo (portanto essas pacientes não devem interromper as cartelas), emendar uma cartela na outra pela paciente não trará nenhum prejuízo para ela”, afirma a especialista.

 

Quais são as características avaliadas para começar o uso contínuo?

 

De acordo com a ginecologista, a pílula anticoncepcional contínua geralmente é indicada para pacientes com endometriose, pois é necessário que elas não menstruem durante o tratamento. Além disso, ela diz que também é possível avaliar o quanto ter o sangramento incomoda a paciente ou não, se ela apresenta cólica quando sangra, o grau da TPM, se o uso do anticoncepcional é apenas como método contraceptivo ou é para tratar alguma disfunção. Converse com seu ginecologista!

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Amanda Volpato Alvarez - Medicina Reprodutiva – Ginecologista – Obstetra
Faz parte da equipe médica do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia)
CRM: 122447

Métodos contraceptivos de inserção precisam ser retirados durante um exame ginecológico?

Após o início da vida sexual, as idas ao ginecologista ganham uma data certa ao ano. O acompanhamento é essencial para verificar como anda sua saúde íntima e geral. Além disso, é o momento de refazer as avaliações. Mas, muitas garotas que usam método contraceptivo de inserção ficam na dúvida se é preciso retirá-lo para um exame ginecológico. O Só Delas levou esse questionamento para a ginecologista Dra. Camila Ramos que trouxe respostas sobre o assunto.


Você sabe o que são os métodos contraceptivos de inserção?

 

Especialmente para o público feminino, existem diversas opções de métodos contraceptivos. A grande vantagem é que cada mulher pode encontrar o que melhor se adapta às suas necessidades e saúde, como os de inserção. “São dispositivos intrauterinos (DIU). Podem ser sem hormônio, os de cobre e de prata, ou com hormônio”, define a médica. Ela ressalta que o método pode ser usado por todas as pacientes, até aquelas que nunca tiveram filhos. “Apenas para os virgens, como primeiro método, não é recomendado”, completa Dra. Camila.

 

É preciso retirar o método de inserção para o exame ginecológico?

 

Segundo o esclarecimento da ginecologista, não é preciso retirar o método de inserção para um exame ginecológico. Muitas pacientes escolhem essa opção de contraceptivo por suas vantagens. “Duração de 5 a 10 anos, alta eficácia e poucos efeitos colaterais”, cita a profissional. Além disso, é importante comentar que a presença desse tipo de método não afeta em nada o resultado do exame. Assim como explicou a médica, o exame nessas mulheres é feito normalmente, sem qualquer mudança necessária.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Dra. Camila Ramos - Ginecologista e obstetra da Policlínica Granato

CRM: 5295691-0

Como identificar a Síndrome dos Ovários Policísticos: entenda o que é e quais são seus sintomas

A Síndrome dos Ovários Policísticos é um distúrbio hormonal que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva, causando pequenos cistos nos ovários, alterações na menstruação, acne, excesso de pelos e dificuldade para gravidez. Muitas meninas desenvolvem esse problema ainda na adolescência e demoram a buscar tratamento por não saber identificar a SOP. Conversamos com uma ginecologista para saber quais são os sintomas da síndrome e como identificá-la.

 

Entenda a síndrome e identifique sintomas

 

Quando falamos em ovários policísticos, podemos dizer que a síndrome é marcada por distúrbios hormonais que são causa e consequência dessa doença ao mesmo tempo. Segundo a ginecologista Cláudia Navarro, o estado constante de amenorreia (ausência da menstruação) e oligomenorreia (irregularidade de ciclo), devido à anovulação, desregulam o funcionamento hormonal. “Algumas pacientes apresentam elevação dos níveis de insulina, aumentando o risco de diabetes, e a maioria delas tem aumento na produção de hormônios androgênios que dificultam a ocorrência da ovulação e, consequente, da gravidez”, explica a especialista.

 

Além da irregularidade do ciclo menstrual, os níveis elevados de hormônios masculinos também podem provocar o surgimento de pelos no rosto e corpo, acne severa na adolescência e até mesmo na fase adulta. Cistos nos ovários em tamanhos bem pequenos também podem surgir e são facilmente identificados através da ultrassonografia. Caso você perceba esses sintomas, converse com sua ginecologista e peça exames! 

 

O tratamento da síndrome

 

De acordo com a ginecologista, existe um tratamento adequado para cada sintoma ou complicação. “É preciso reduzir a produção e a circulação de hormônios androgênios. Quando necessário, há indicação de medicamentos que diminuam a resistência à insulina”, diz. A irregularidade pode ser ajustada com ajuda de pílulas anticoncepcionais, o hirsutismo (excesso de pelos com características masculinas) com inibidores de hormônios andrógenos, além de indutores de ovulação para ajudar na fertilidade. Converse com seu ginecologista para saber qual será o caminho do seu tratamento.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Dra. Cláudia Navarro - ginecologista especialista em reprodução assistida e diretora clínica da Life Search - CRM-MG: 21198

As principais dicas e cuidados para se livrar de uma vaginose bacteriana

Toda mulher sabe que os cuidados com a região íntima devem ser diários. Além da higienização correta, contando com os produtos adequados, é importante também prestar atenção no material das roupas, sendo as calcinhas de algodão as mais recomendadas pelos médicos por não afetar a saúde íntima. Entretanto, a flora vaginal pode ter algum desequilíbrio, principalmente por conta da queda da imunidade, e assim, uma infecção surgir. Entre as mais comuns, está a vaginose bacteriana. Para explicar mais sobre esse quadro, o Só Delas conversou com a ginecologista Dra. Camila Ramos.

 

Você conhece a vaginose bacteriana?

 

A flora vaginal é responsável por proteger a região de agentes nocivos, contando com ajuda de determinados tipos e quantidades certas de bactérias. Porém, quando esta sofre com alguma alteração, a saúde íntima acaba sendo abalada, como é o caso da vaginose bacteriana. “É uma infecção bacteriana causada pelo desequilíbrio na flora vaginal, com crescimento em excesso da bactéria gardnerella vaginalis”, define a médica. Segundo a profissional, os sintomas da vaginose bacteriana são corrimento amarelado com odor forte. Por isso, a indicação é ficar atento ao que está acontecendo com o seu corpo. Ao perceber qualquer alteração, marque uma consulta ao ginecologista.

 

As principais dicas para se livrar da vaginose bacteriana

 

Como muitas doenças ginecológicas, é possível se prevenir para não ser acometida pelo problema. Dra. Camila indica que a paciente faça os exames ginecológicos periodicamente, tenha relações sexuais protegidas com camisinha e evite as duchas vaginais. Para quem já está apresentando os sinais da infecção, o tratamento conta com a ajuda de medicação oral ou creme vaginal com antibióticos.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Dra. Camila Ramos - Ginecologista e obstetra da Policlínica Granato - CRM: 5295691-0

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