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Sentir cólica todos os dias: o que pode ser?

Sentir cólica todos os dias: o que pode ser?

A maior parte das mulheres sente cólica menstrual pelo menos uma vez ao longo do vida reprodutiva. O mais comum é a cólica começar poucos dias antes da menstruação - ou no mesmo dia - e não durar mais de três dias. Segundo a ginecologista Bárbara Murayama, quando as dores acontecem todo dia ou com muita intensidade, elas não devem ser consideradas normais. A dor abdominal constante pode indicar endometriose, uma doença caracterizada pelo crescimento do endométrio fora do útero, que tem como sintomas cólica forte e sangramento menstrual intenso. É preciso fazer um tratamento adequado para o problema não agravar. Conversamos com a médica para entender o que pode levar a mulher a sentir cólica todos os dias.

 

Veja também: Cólica fora do período menstrual: o que pode ser?

 

1) Endometriose é a principal suspeita para cólicas constantes 

 

Segundo a médica, não é normal sentir cólicas menstruais intensas e constantes, especialmente aquelas que impedem que a mulher realize suas atividades comuns do dia a dia, como ir à escola e trabalhar. “Aquelas que vão piorando ao longo do tempo, ou seja, antes eram mais fracas e, ao longo dos meses ou anos, foram se tornando piores podem ser sinal de doenças ginecológicas, sendo a principal a endometriose”, diz a médica. 

 

A endometriose é uma doença em que a camada interna do útero - o endométrio - cresce em outros locais do corpo, principalmente na própria região pélvica. “O endométrio fora do seu local normal causa inflamação, dor e pode gerar infertilidade também”, explica a ginecologista. 

 

De acordo com a médica, a endometriose costuma começar com sintomas relacionados à menstruação, mas, com o avanço da doença, pode causar dor em qualquer momento. Para descobrir se os sintomas estão relacionados com a endometriose, o diagnóstico passa por consulta consulta médica, exame ginecológico direcionado e exames complementares. 

 

Ela explica, também, que, no caso da endometriose, o tratamento pode variar de mulher para mulher: “Pode haver orientação de mudanças de hábito de vida: alimentação anti-inflamatória, atividade física regular, gerenciamento de estresse - com meditação, yoga ou psicoterapia -, e controle da dor com medicamentos. Também avaliamos a necessidade de tratamento clínico hormonal e, claro, tratamento cirúrgico pode ser necessário e deve ser minimamente invasivo, por videolaparoscopia ou cirurgia robótica”, esclarece Bárbara Murayama. 

 

2) Adenomiose também faz a mulher sentir cólica com frequência

 

De acordo com a médica, embora seja a mais comum, a endometriose não é a única causa para as cólicas intensas e contínuas: “Outras doenças também podem gerar cólicas, como a adenomiose, que é "prima" da endometriose”, diz. O endométrio, no caso da adenomiose, infiltra a parede do útero, causando não apenas cólicas intensas, mas também muito sangramento. 

 

A adenomiose pode ser identificada em exames como ressonância magnética e o ultrassom transvaginal. Apesar de, às vezes, provocar dor abdominal intensa, muitas vezes essa condição é assintomática, o que prejudica seu diagnóstico. Ela é mais comum em mulheres acima de 40 anos e, embora seja benigna, frequentemente é associada à infertilidade - em até 14% dos casos. Já o tratamento deve ser decidido caso a caso, mas pode envolver reprodução assistida e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. 

 

3) Miomas e pólipos causam sangramento e dor abdominal 

 

Miomas e pólipos são espécies de tumores benignos que podem aparecer no útero ou ovário, em mulheres em idade reprodutiva ou mesmo após a menopausa. Ao contrário dos cistos comuns, eles não desaparecem sozinhos, por isso, é fundamental ficar atenta aos sinais. 

 

Embora muitas vezes não manifestem nenhum sintoma, miomas e pólipos podem provocar alterações menstruais, como atrasos no ciclo e sangramento intenso, além de dor abdominal. Em mulheres mais velhas, esses tipos de cistos pedem ainda mais atenção, já que, após a menopausa, a chance de serem malignos é maior. 

 

Geralmente, eles são provocados por alterações hormonais. Isso faz com que a pílula anticoncepcional seja um tratamento comum para o problema, já que ajuda no equilíbrio hormonal. Dependendo do caso, também podem ser usados anti-inflamatórios ou optar pela intervenção cirúrgica para remover o pólipo ou mioma. 

 

4) Infecções genitais também podem causar cólicas em grau menos intenso 

 

As cólicas também podem ser provocadas por infecções genitais, como tricomoníase, gonorreia, clamídia e outras infecções sexualmente transmissíveis. A maior parte delas pode ser tratadas com antibióticos, mas é fundamental fazer acompanhamento médico. Corrimento amarelado, dor ou ardência ao urinar e durante relações sexuais e desconforto genital são outros sintomas dessas doenças e a melhor forma de prevenção é o uso do preservativo.

 

“É preciso também fazer a diferenciação com causas não ginecológicas, como doenças intestinais, como uma constipação crônica”, explica a ginecologista. Algumas patologias intestinais, como doença de Crohn, síndrome do intestino irritável e retocolite ulcerosa também podem ser a causa das dores abdominais. Por isso, é importante procurar um médico no caso de dores recorrentes. 

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Dra. Bárbara Murayama - Ginecologista 

CRM: 112527

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