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Sangramento de escape: o que é e como tratar

Sangramento de escape: o que é e como tratar

O sangramento de escape, também conhecido como spotting, é caracterizado por um pequeno sangramento fora do período menstrual. As causas mais comuns para o escape menstrual estão associadas ao uso da pílula anticoncepcional. Mulheres que utilizam o método contraceptivo há muito tempo e têm o hábito de emendar as cartelas, por exemplo, estão mais suscetíveis a apresentar o sangramento intermenstrual. Recém-adeptas à pílula hormonal também são ótimas candidatas para a perda de sangue fora da menstruação. No entanto, o episódio nem sempre está relacionado a fatores hormonais e pode ser um indício de alguns problemas de saúde. Por isso, vale a pena buscar uma avaliação médica para entender porque o sangramento de escape está acontecendo.

 

A ginecologista Livia Migowski explica melhor o assunto e orienta sobre o que fazer para contornar o problema. Confira!

 

O que é sangramento de escape? 

 

O escape menstrual é um sangramento vaginal que acontece fora da menstruação. Na maioria das vezes, essa perda de sangue não é esperada pela mulher e, justamente por isso, pode ser bastante inconveniente. Por sorte, o spotting tende a aparecer em pequenas quantidades e dura poucos dias. 

 

Já a menstruação, por sua vez, é o resultado de um ciclo reprodutivo que não gerou uma gravidez. Quando o óvulo liberado durante a ovulação não é fecundado por um espermatozóide, o endométrio (camada que reveste as paredes intrauterinas e se engrossa a fim de preparar o útero para a gravidez) passa por um processo de descamação e é expelido pela vagina em forma de fluxo menstrual. Diferente do escape, a menstruação costuma ser mais abundante e dura de 3 a 7 dias. Outra diferença é que o sangue menstrual se mostra mais abundante e dura de 3 a 7 dias normalmente.

 

O que causa sangramento de escape?

 

1) Uso do anticoncepcional 


De acordo com a especialista, o sangramento de escape é mais comum em mulheres que usam métodos contraceptivos hormonais com progesterona, como a pílula anticoncepcional e o DIU hormonal. “É mais comum nos primeiros meses do método anticoncepcional, seja na pílula de progesterona ou nas mulheres que costumam usar o método sem pausa, emendando as cartelas para não menstruar”, esclarece. Mas, afinal, por que isso acontece? O Só Delas explica! Esse tipo de método contraceptivo age no organismo feminino ao inibir a ovulação. Como efeito deste processo, o endométrio fica mais fino e se torna incapaz de cobrir todos os vasos sanguíneos responsáveis pela irrigação da região endometrial. A exposição desses vazos pode provocar sangramentos, que são exteriorizados como os escapes menstruais. 

 

Por essa razão, quem utiliza a pílula anticoncepcional há muito tempo está mais sujeita ao sangramento vaginal fora da menstruação. Principalmente quando há o hábito de emendar as cartelas do anticoncepcional. Mulheres que acabaram de iniciar o uso do método contraceptivo hormonal também podem apresentar escapes menstruais com mais frequência, especialmente durante os três primeiros meses de adaptação ao medicamento.

 

2) Pílula do dia seguinte 

 

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo com altas doses hormonais, indicado apenas para casos de emergência. Quando a camisinha estoura ou em circunstâncias de má administração da pílula anticoncepcional, por exemplo. A utilização desse método contraceptivo de urgência precisa ser realizada com responsabilidade: a pílula deve ser ingerida até 72 horas após a relação sexual sem proteção. Passadas as primeiras 24 horas, a eficácia do medicamento já é reduzida.

 

Por conta dessas doses de hormônio em grande quantidade, a pílula do dia seguinte também é uma das possíveis responsáveis pelo sangramento de escape. “Pode ocorrer um sangramento de 7 a 10 dias após o uso da pílula do dia seguinte pelo efeito da progesterona (principal ativo da composição)”, acrescenta a médica. Este hormônio deixa as paredes do útero mais espessas, fazendo com que o endométrio sutilmente se descame e cause um pequeno sangramento vaginal.

 

Veja também: Efeitos colaterais comuns da pílula do dia seguinte

 

3) Estresse e ansiedade 

 

O ciclo menstrual é regulado pelo hipotálamo, uma estrutura do sistema nervoso central que está diretamente ligada ao estado emocional da mulher. "Qualquer nível de estresse já pode ser o suficiente para interferir com o estímulo do hipotálamo na hipófise e, consequentemente, aos ovários", afirma. Uma boa maneira de combater o estresse e a ansiedade é apostar em uma rotina regular de exercícios. Atividades físicas liberam endorfina, substância responsável pela sensação de prazer e bem-estar, e podem ser ótimas aliadas da sua saúde menstrual.

 

4) Pólipos uterinos 

 

Os pólipos uterinos constituem um crescimento excessivo de células da parede interna do útero. Nem todos os casos necessitam de tratamento, apenas quando há suspeitas de malignidade. Alterações no ciclo menstrual, incluindo o sangramento de escape, estão entre os possíveis sintomas deste tipo de transtorno.

 

5) Síndrome dos Ovários Policísticos 

 

A Síndrome dos Ovários Policísticos, também conhecida como SOP, é uma condição relativamente comum entre as mulheres. A condição caracteriza-se pela formação de diversos cistos nos ovários (somente em um ou em ambos), geralmente provocada por algum tipo de desequilíbrio hormonal. Maior oleosidade na pele, aumento de pelos no corpo, ganho de peso e sangramentos de escape são alguns dos sintomas ocasionados pela SOP.

 

6) Problemas na tireoide

 

A tireoide é uma glândula responsável pela produção de diversos hormônios. Quando há algum problema em seu funcionamento, o ciclo menstrual da mulher pode ser alterado. Para resolver o inconveniente, é necessário tratar a origem do problema. Por isso, a avaliação de um(a) profissional é essencial.

 

7) Após alguns exames ginecológicos ou relações sexuais

 

Procedimentos mais invasivos, como o exame papanicolau (também conhecido como preventivo) e a ultrassonografia transvaginal, podem romper algum vaso e causar pequenos sangramentos. Algumas mulheres também notam a perda de sangue vaginal após as relações sexuais. Neste caso, o comportamento não é algo natural e merece ser investigado. O sangramento depois de praticar relações sexuais pode ser um indicativo de DST's e outros tipos de infecções por bactérias ou fungos.

 

Quanto tempo pode durar o sangramento de escape?

 

Observar a duração do sangramento está entre as formas mais eficientes para diferenciar o spotting e a menstruação. Segundo a doutora Livia, o sangramento do escape não costuma permanecer por muito tempo. "Não existe uma regra do tempo que o sangramento de escape deve durar. O mais comum é durar poucos dias e não ser volumoso como uma menstruação", orienta. Sendo assim, se o escape menstrual persistir por mais de três dias recomenda-se informar o ocorrido ao(a) seu(a) ginecologista.

 

Qual é a cor do sangramento de escape?

 

O sangramento de escape tem uma tonalidade marrom escura, parecida com uma borra de café. Para evitar que o borrão manche sua calcinha, você pode recorrer ao protetor diário com película desenvolvida para reter pequenos sangramentos como o escape.  

 

Quando o sangramento fora da menstruação deve ser uma preocupação?

 

O sangramento fora da menstruação deve ser uma preocupação sempre que ocorrer após os três primeiros meses de uso dos métodos hormonais. Além disso, também é importante avaliar se o spotting surgiu acompanhado de sintomas como cólicas, febre, dor na relação sexual e corrimento vaginal. Quando o escape menstrual for volumoso e frequente, é necessário passar por uma avaliação médica. “O ideal é consultar o ginecologista quando o escape aparecer depois dos três primeiros meses de uso da pílula. Já que é necessário excluir outras causas, principalmente a infecção dentro do útero (endometrite), pólipos uterinos ou miomas”, finaliza a médica. Nestes casos, somente a consulta ginecológica e exames laboratoriais poderão dar o diagnóstico correto.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Dra. Livia Migowski, ginecologista e obstetra da Perinatal
CRM: 52.90682-4

 

Matéria atualizada em: 02 de abril de 2020

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