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Papanicolau: o que é o exame, preparo e recomendações médicas

Papanicolau: o que é o exame, preparo e recomendações médicas

O papanicolau é um exame ginecológico capaz de detectar doenças ginecológicas desde o câncer do colo do útero até infecções vaginais mais simples como a candidíase. Também conhecido como exame preventivo, ele é realizado através da análise de células do colo do útero. É feita uma pequena raspagem do colo uterino em conjunto com uma avaliação clínica visual da região íntima da mulher, incluindo a vulva e o ânus. O exame papanicolau é indicado geralmente para mulheres que já iniciaram a vida sexual e sua realização é feita no consultório do ginecologista. Conversamos com o ginecologista Alexandre Pupo para entender melhor o que é exame papanicolau e tirar todas as dúvidas a respeito da coleta. Veja!

 

Veja também: Exame pélvico x papanicolau: entenda a diferença!

 

O que é papanicolau? Exame investiga possíveis doenças vaginais ou no colo do útero da mulher

 

O exame de papanicolau desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde feminina e não deve ser deixado de lado. “O papanicolau é um estudo citológico, avalia células presentes no fundo vaginal e no colo do útero. A análise dessas células permite, principalmente, identificar se existem células de câncer ou não”, explica o doutor Alexandre. 

 

O exame preventivo ainda tem a capacidade de constatar diversas outras doenças. “Ele também consegue identificar alterações pré-cancerígenas do colo do útero e doenças infecciosas (como a candidíase), infecções por HPV e, muitas vezes, até a presença de outras bactérias que possam contaminar a região”, acrescenta sobre o papanicolau, exame importantíssimo para o acompanhamento ginecológico da mulher. 

 

Prontinho! Agora que você já sabe para que serve o papanicolau, resta descobrir como é feito o exame papanicolau.

 

A coleta do exame papanicolau é feita através de espátulas e escovas endocervicais 

 

Para realizar a coleta do material, o(a) ginecologista precisa inserir um instrumento chamado espéculo pelo canal vaginal da paciente e, em seguida, recolher as células que serão avaliadas. Antes de recolher o material ginecológico, o(a) médico(a) faz uma análise externa da região íntima feminina. Além de avaliar a vulva e o ânus, o(a) ginecologista também costuma realizar um exame de toque nos seios para identificar possíveis caroços e nódulos. Logo em seguida, a paciente se coloca em posição ginecológica para dar início à coleta. 

 

“Colocamos o espéculo, instrumento que permite entreabrir a vagina e observar o fundo vaginal e o colo do útero”, diz o especialista, explicando como é feito o papanicolau. Com a cavidade vaginal entreaberta, o(a) profissional terá acesso às células uterinas através da espátula de ayre. “A espátula de ayre permite a coleta de células que estão em descamação no colo do útero. Passamos essa espátula em toda a volta do colo do útero, no fundo da vagina e no fundo de saco (parte que fica atrás do colo do útero)”, descreve. Feito isso, está na hora da escova endocervical. De acordo com o médico, a ferramenta parece uma escovinha de rímel e é utilizada para fazer a coleta de células do canal do colo do útero. 

 

Para a análise do material, essas células recolhidas são passadas sobre uma lâmina microscópica, chamada de “esfregaço”, e fixadas com álcool 70%. O estudo também pode ser feito de outra forma, conhecida como citologia em base líquida. Neste caso, “a espátula e a escova são colocadas dentro de um meio líquido, onde as células se desprendem desses aparelhos e caem ali no fundo do pote”. Com a análise laboratorial das substâncias, é possível constatar ou descartar supostas complicações.

 

A mulher deve evitar relações sexuais durante os três dias que antecedem o exame papanicolau

 

Mesmo que o preventivo seja um procedimento relativamente simples, a mulher deve ter alguns cuidados antes de se submeter ao exame. Para o papanicolau, preparo inclui abstinência sexual e interrupção no uso de pomadas e cremes por alguns dias. “A recomendação é ficar, idealmente, três dias sem vida sexual [antes do exame]”, orienta o médico. 

 

Se você ainda não estava ciente deste detalhe, o Só Delas te explica agora porque não pode ter relação antes do papanicolau: os fluidos do(a) parceiro(a) podem permanecer na vagina e/ou no colo do útero até o momento da coleta. Por isso, haveria a possibilidade de erros no resultado da análise. Duchas, pomadas e cremes vaginais também devem ser evitados durante os dias que antecedem o exame. 

 

“A mulher não deve estar menstruada, especialmente no 1º e 2º dias de menstruação”, recomenda. O sangue menstrual atrapalha a capacidade de identificação de células cancerígenas. Além disso, as alterações hormonais características deste período também podem alterar a morfologia das células analisadas. “O melhor momento é após a menstruação, quando temos a melhor qualidade do exame”, afirma o especialista.  

 

Histórico de saúde da paciente deve ser levado em conta para saber com que frequência ela deve fazer o papanicolau 

 

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o exame papanicolau seja feito a partir dos 25 anos de idade. “Em uma mulher saudável e jovem, o ideal é colher dois [exames] papanicolau com intervalo de um ano. Se esses dois exames vierem normais, ela pode, então, passar a colher a cada três anos”, relata. 

 

Por outro lado, se a paciente apresentar algum histórico de doenças mais sérias, esse intervalo de tempo pode se tornar mais curto. “Se ela já teve histórico de HPV ou já teve uma lesão pré-neoplásica do colo do útero, esse espaçamento é anual e assim ele deve se manter”, finaliza. Não existe um consenso em relação a idade máxima em que é indicado o papanicolau. No geral, esse número varia entre 65 a 75 anos. 

 

O exame papanicolau não dói, mas pode ser desconfortável se a paciente estiver nervosa

 

É muito comum meninas perguntarem, na consulta com o(a) ginecologista, se o exame papanicolau dói. De acordo com o doutor Alexandre, não! “O exame não dói, mas é desconfortável porque temos que colocar o espéculo e entreabrir a vagina para poder enxergar o colo lá no fundo”, justifica. “Algumas pacientes podem sentir um pouquinho de cólica na hora que entramos com a escovinha ali no canal do colo do útero e fazemos a raspagem. Isso pode irritar um pouco o útero e ele dá uma contraída. Mas, no geral, é um exame indolor”, acrescenta. 

 

Meninas virgens também podem fazer o exame papanicolau?

 

Sim, meninas virgens podem fazer o exame papanicolau. Porém, recomenda-se que, caso não haja suspeita de doenças, o preventivo seja realizado somente após o início da vida sexual. “Meninas com sangramentos erráticos e suspeitas de alteração no colo do útero, podem colher [o material para o exame papanicolau] mesmo sendo virgem”, explica. 

 

Nestas circunstâncias, o(a) médico(a) deverá utilizar um espéculo diferente. Segundo o doutor Alexandre, esse instrumento é mais fininho e consegue entrar pela abertura da membrana himenal (do hímen) para permitir a visualização do colo do útero. 

 

É preciso fazer o preventivo após a primeira relação sexual?

 

Como explicamos acima, a idade ideal para realizar o primeiro exame papanicolau é a partir dos 25 anos de idade. Em casos de suspeitas de doenças, essa orientação pode ser diferente. “Se a paciente que iniciou a vida sexual apresentar sinais ou sintomas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), o papanicolau é incluído junto com a coleta de material para pesquisa dessas infecções”, esclarece o especialista.

 

É normal ter sangramento após fazer o exame papanicolau?

 

Não é raro encontrar relatos de mulheres que observaram pequenos sangramentos após o exame papanicolau. Normalmente, o episódio não é motivo para preocupação. Em casos em que a coleta do preventivo é realizada apenas na parte externa do colo do útero, utilizando somente a espátula de ayre, a probabilidade de perda sanguínea é baixíssima. 

 

Por outro lado, quando o exame envolve a escovinha cervical, a chance de sangramento é um pouco maior. O instrumento costuma ser inserido dentro do canal cervical, onde o tecido é mais frágil. Por esse motivo, a perda de sangue pode ocorrer. “Normalmente é de pequena proporção e de um dia para o outro já seca”, tranquiliza o profissional. Se o sintoma persistir, o ideal é procurar uma avaliação médica individualizada. 

 

Veja também: Exame papanicolau: ginecologista explica mitos e verdades sobre o preventivo

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Alexandre Pupo Nogueira - ginecologista e obstetra membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, é também mastologista e Membro Titular do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês

CRM-SP: 84.414

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