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Ovários Policísticos: alimentação é uma das principais formas de reduzir os sintomas

Ovários Policísticos: alimentação é uma das principais formas de reduzir os sintomas

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino que provoca alterações metabólicas no organismo. Por isso, seu tratamento inclui uma atenção especial com a alimentação, já que alguns alimentos são capazes de potencializar os sintomas devido ao seu fator inflamatório. Sendo assim, acredita-se que ter uma dieta balanceada é uma boa maneira de controlar os sintomas de ovários policísticos.

 

Além disso, por ser uma condição que afeta o metabolismo, a síndrome também pode causar resistência à ação da insulina no corpo. Isso significa que mulheres com SOP encontram mais dificuldade em controlar o nível de glicose no sangue, o que pode levar a um aumento no estoque de gordura corporal. Como resultado, a mulher passa a ter mais facilidade para engordar e dificuldade em perder peso, condições que acabam aumentando os riscos de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares.

 

O Só Delas conversou com a ginecologista Laila Abib e a nutricionista Juliana Martins sobre a relação da alimentação com a síndrome dos ovários policísticos. 

 

 

Síndrome dos ovário policístico: o que é quais principais sintomas

 

A síndrome dos ovários policísticos é caracterizada pelo aumento na produção de hormônios andrógenos, responsáveis pelo desenvolvimento reprodutivo de uma pessoa. Um dos mais conhecidos é a testosterona, muito conhecida como hormônio masculino, mas que também é produzida pelas mulheres em menor quantidade. 

 

Os andrógenos estão diretamente ligados à produção de folículos nos ovários, estruturas responsáveis por armazenar os óvulos durante o período de amadurecimento antes da ovulação. O problema é que quando a produção desses hormônios é aumentada, o folículo não consegue se romper, transformando-se em uma bolsa de líquido, o que provoca o crescimento de múltiplos pequenos cistos nos ovários.

 

Os principais sintomas da síndrome do ovário policístico são irregularidade menstrual e, em alguns casos, ausência da menstruação, excesso de pelos no corpo (hirsutismo), unhas enfraquecidas, acne (no rosto, colo e nas costas) e alterações metabólicas, como a resistência à insulina. 

 

 

Alimentação balanceada ajuda a reduzir os efeitos da síndrome de ovários policísticos 

 

De acordo com a nutricionista Juliana Martins, uma dieta balanceada auxilia no controle da síndrome e de seus sintomas, sobretudo, a resistência à insulina e desregulação do metabolismo. “A nutrição tem um papel essencial, pois os frequentes picos de insulina provenientes de uma dieta rica em carboidratos simples, podem estimular os receptores de andrógenos nos ovários”, diz. 

 

Os alimentos ricos carboidratos são alimentos que, quando digeridos, transformam-se  rapidamente em glicose e vão para a corrente sanguínea. Quando consumimos em excesso, o nível de açúcar no sangue aumenta e o pâncreas precisa aumentar a secreção de insulina para controlar a glicemia. 

 

Quando a ação da insulina não consegue controlar os níveis de glicose no organismo, o excesso passa a ser armazenado como gordura. Por isso, um dos principais sintomas da SOP é o aumento do peso. “A SOP aumenta a chance de ocorrência de diabetes tipo 2 ,doenças cardiovasculares e síndromes metabólicas, doenças que estão associadas a um elevado IMC”, explica a ginecologista Laila Abib. 

 

Além do peso corporal, o consumo de alimentos com alto valor calórico também influencia em outros sintomas da síndrome. Segundo a médica, alimentos gordurosos e ricos em açúcar provocam inflamações do organismo que dificultam o controle hormonal, potencializando problemas como irregularidade menstrual, aumento dos andrógenos, falta de disposição e acne.  “Os hormônios LH, estrogênio, androgênios e seus carreadores (SHBG). Além disso, pode contribuir para uma maior sensibilidade à insulina e perda de peso, que encontram-se intimamente relacionadas à fisiopatologia desse distúrbio”, diz. 

 

 

Mulheres com ovários policísticos devem evitar carboidratos e açúcar em excesso

 

Quem sofre com a SOP precisa evitar o consumo de carboidrato simples, que influenciam a ação da insulina no organismo. “Alimentos com alto índice glicêmico, como farinhas refinadas, alimentos com poucas fibras, macarrão, pão, chocolate e produtos industrializados, devem ser evitados por quem possui a síndrome”, diz a nutricionista. 

 

O hiperandrogenismo (produção excessiva de hormônios andrógenos) leva as mulheres portadoras da síndrome a acumularem mais gordura nas células, o que aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como hipertensão e diabetes. Por isso, o controle do peso é fundamental para ter sucesso no tratamento da síndrome dos ovários policísticos. “Muitos estudos têm demonstrado que um controle da obesidade ajuda a tratar a SOP e, consequentemente, reduz a ocorrência destes desfechos nessas pacientes”, afirma a especialista.

 

Segundo a nutricionista, embora uma dieta balanceada auxilie a regulação do metabolismo endócrino, a prática de atividade física é outro ponto essencial no tratamento da síndrome de ovários policísticos. Os mais indicados são os exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação), sempre feitos com orientação profissional. 

 

 

Alimentos que podem contribuir com a redução dos efeitos da síndrome dos ovários policísticos

 

Os alimentos mais indicados para mulheres com SOP são aqueles com baixo índice glicêmico (carboidratos e açúcar) e ricos em fibras.

De acordo com a ginecologista, vegetais, frutas, alimentos ricos em ômega 3, além de suplementação de cálcio e ácidos graxos poliinsaturados (PUFA) são grandes aliados no tratamento e controle do quadro. 

 

Complementando a lista, a nutricionista acrescenta: alho, cebola, brócolis, couve-flor, repolho, frutas vermelhas e grãos integrais. “Também são recomendáveis nozes, amêndoas, pistache, pois são ricos em zinco e ainda ajudam a tratar a acne”, diz ela. 

 

Este artigo tem a contribuição das especialistas:
Dra. Laila Abib - Ginecologista e obstetra da Perinatal
CRM 844616 

Dra. Julianna Martins -  Nutricionista clínica e funcional da Clínica NutriCilla

 

 

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