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Menstruação prolongada: conheça possíveis causas e tratamentos

Menstruação prolongada: conheça possíveis causas e tratamentos

Menstruação prolongada é quando o período menstrual ultrapassa 7 dias. O sangramento saudável, segundo o ginecologista Alexandre Rossi deve durar entre 2 e 7 dias, qualquer período diferente disso já deve levantar suspeitas. O fluxo menstrual longo é um sintoma de algumas doenças ginecológicas, como os miomas uterinos ou a síndrome do ovário policístico. E além das causas que representam quadros perigosos, o fluxo longo pode ainda ser um efeito do método contraceptivo. Saiba mais:

 

Miomas podem ser responsáveis por prolongar a menstruação 

 

Quando a menstruação dura mais tempo que o normal, as primeiras suspeitas, de acordo com o ginecologista, são miomas e pólipos, tumores benignos que se desenvolvem no útero ou se fixam na parede interna do órgão. Sem uma causa bem explicitada, esses são dois tipos de tumores que provocam fluxo irregular, sangramento entre dois períodos menstruais e dores locais, principalmente na região abdominal. Além disso, também é comum a menstruação prolongada com coágulos. Isso acontece porque o sangramento mais intenso faz com que o organismo produzir os coágulos. Os tratamentos envolvem o uso de medicamentos hormonais e possivelmente cirurgia para retirar o mioma ou o pólipo.
 

“Não sendo estas as causas, devemos pesquisar as hormonais, que podem levar a distúrbios de ovulação, como a síndrome dos ovários policísticos e hiperprolactinemia”, acrescenta o especialista. A síndrome do ovário policístico é um distúrbio hormonal que causa um aumento no tamanho dos ovários e a presença de pequenos cistos na parte exterior deles. O tratamento é feito com a reposição hormonal, principalmente por meio do uso de pílulas anticoncepcionais


Já a hiperprolactinemia é um quadro de excesso de produção prolactina (responsável pela produção de leite), normalmente associado a um tumor benigno na hipófise, o prolactinoma. Para tratar o problema, é possível eliminar os tumores por meio de medicamentos. Por fim, distúrbios na coagulação também podem provocar um período de sangramento maior do que o normal. 

 

Menstruação prolongada e anticoncepcional 

 

A pílula do dia seguinte é um método de emergência que pode provocar alterações no ciclo menstrual e tornar a menstruação mais longa. Esse contraceptivo possui uma alta dose de carga hormonal, impedindo a ovulação e alterando o muco cervical da mulher. Quando isso acontece, o organismo precisa “processar” os novos níveis de hormônios presentes no corpo e isso pode acabar alterando o momento do ciclo em que a mulher está. Com o isso, o fluxo menstrual pode ficar um pouco maior, tendo uma duração acima do normal.

 

Um outro quadro de menstruação prolongada que envolve métodos contraceptivos é com o dispositivo intra-uterino sem hormônios, o DIU de cobre. O método não apresenta hormônios, mas para que os efeitos contraceptivos entrem em ação, sua haste revestida de cobre torna o ambiente hostil aos espermatozóides e provoca alterações no endométrio, a camada que reveste o útero e é descamada durante a menstruação. Com mudanças nesse tecido, portanto, o período menstrual pode durar mais dias, principalmente nos primeiros meses de adaptação com o DIU.

 

Menstruação prolongada: como parar? 

 

Segundo Alexandre, todos os casos de período menstrual acima de 7 dias devem ser investigadas por um ginecologista. Depois disso, o tratamento deve ser voltado para qualquer diagnóstico de doença, se houver, somado de medicações adicionais. “No tratamento geral podemos usar os anti-inflamatórios não hormonais no período menstrual como o piroxicam ou antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico. Os contraceptivos hormonais também são indicados no tratamento, podendo ter efeito de até cessação da menstruação”, finaliza o profissional.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Alexandre Zabeu Rossi - Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e Diretor da Clínica Rossi
CRM: 79963

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