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Menstruação atrasada: o que pode ser? 10 fatores para investigar

Menstruação atrasada: o que pode ser? 10 fatores para investigar

A menstruação atrasada nem sempre é gravidez. Diversos fatores podem provocar o atraso menstrual. Em mulheres com o ciclo menstrual irregular, é normal a menstruação atrasar sem que haja preocupação, pois os períodos menstruais não costuma ocorrer todos os meses na mesma época. Quando a menstruação atrasada 5 dias e houve depois de uma relação sexual recente e sem camisinha, a primeira medida a ser tomada é fazer um teste de gravidez para tirar a dúvida. Em caso de menstruação atrasada e teste negativo, procure um ginecologista para investigar outras causas ginecológicas.

 

Conversamos com o ginecologista Alexandre Pupo para saber o que pode atrasar a menstruação. Confira a seguir!

 

Como saber se a menstruação realmente está atrasada?

 

Para algumas mulheres, especialmente para as donas de um ciclo menstrual irregular, a chegada da menstruação pode variar bastante de um mês para o outro. Geralmente, essa variação é natural e não está associada a problemas de saúde. É difícil determinar com exatidão quanto tempo é normal a menstruação atrasar. Todas as mulheres possuem um ciclo menstrual único e, portanto, deve-se levar em consideração o contexto e as características de cada uma antes de concluir o que o atraso de menstruação significa.

 

De acordo com o doutor Alexandre, mulheres com o ciclo reprodutivo regular (que menstruam todos os meses aproximadamente na mesma data) devem começar a suspeitar de gravidez desde o primeiro dia de atraso menstrual. Já aquelas que têm uma menstruação mais irregular, devem aguardar 7 dias de menstruação atrasada e, a partir disso, começar a pensar na possibilidade de gravidez. “De qualquer maneira, eu costumo orientar as minhas pacientes com atraso menstrual a aguardar uma semana (a contar do dia que elas esperariam a menstruação) para fazer um teste de gravidez”, diz o médico. 

 

Veja a seguir 10 causas para a menstruação atrasada:

 

1. Gravidez está entre as causas mais frequentes para a menstruação atrasada

 

Mulheres em idade fértil e com vida sexual ativa devem suspeitar de uma gestação desde o primeiro dia de menstruação atrasada, desde que o ciclo menstrual seja regular. No caso de pacientes com o ciclo irregular, como explicamos acima, o ideal é esperar 7 dias de atraso menstrual para fazer um teste de gravidez. 

 

Além disso, também vale buscar por outros sintomas característicos da gravidez que possam estar acontecendo em conjunto com a menstruação atrasada. “Dois sintomas são bem característicos desse momento inicial. O primeiro é o inchaço (retenção hídrica), que faz a paciente ganhar peso. O outro é a sensibilidade das mamas, em especial aréola e mamilos. Acho que esses são dois sintomas bem sugestivos dessa fase inicial [da gravidez] associados ao atraso menstrual”, indica o ginecologista. 

   

2. Mulheres com a Síndrome dos Ovários Policísticos estão mais propensas a sofrer com a menstruação atrasada

 

A Síndrome dos Ovários Policísticos é um distúrbio hormonal responsável pela formação de pequenos cistos nos ovários da mulher. A menstruação atrasada é apenas um entre os diversos sintomas deste transtorno, também conhecido como Síndrome da Anovulação Crônica. “A Síndrome dos Ovários Policísticos, apesar de ter este nome, é, na verdade, uma irregularidade na secreção de hormônios pelo corpo. Diversos fatores podem desencadear isso, mas, os mais frequentes são relacionados a uma alteração no hipotálamo (estrutura no cérebro que regula a produção de hormônios sexuais), levando à anovulação [ausência de ovulação] e ao aumento na produção de testosterona”, explica o médico. Portanto, o atraso da menstruação pode ser explicado pela ausência da ovulação. 

 

3. Hipertireoidismo interfere na produção hormonal do organismo e pode causar o atraso menstrual

 

A tireoide é uma glândula responsável por produzir hormônios reguladores do organismo. Quaisquer mudanças no funcionamento da tireóide podem alterar o ciclo menstrual da mulher. Segundo o doutor Alexandre, todo ambiente hormonal do corpo se interrelaciona. “Alterações importantes na tireóide podem afetar a secreção de outros hormônios. Estou falando aqui, principalmente, do hipertireoidismo bem desregulado”, aponta o profissional. 

 

De acordo com o médico, além do atraso na menstruação, mulheres que sofrem com o hipertireoidismo também podem apresentar outros sintomas, como emagrecimento, aumento no número de evacuações, palpitação e, em casos mais graves, exoftalmia (quando os olhos começam a saltar um pouquinho para fora). “Isso provoca um aumento no metabolismo do corpo, altera a secreção do estrogênio, da progesterona e dos esteróides sexuais”, acrescenta. Ao notar essas alterações associadas aos sintomas citados, procure um(a) endocrinologista para uma avaliação. 

 

Veja também: Problemas na tireóide: veja como essa doença pode afetar a sua menstruação

 

4. A ansiedade pode atrasar a menstruação, assim como o estresse

 

O estresse também está entre as possíveis justificativas para o atraso da menstruação. Segundo o ginecologista, problemas emocionais interferem no funcionamento do hipotálamo e podem levar ao atraso menstrual. “O que nós sabemos hoje, através do mapeamento cerebral, é que o giro do cíngulo (área do cérebro responsável pelas emoções) tem íntimo relacionamento com o hipotálamo (estrutura responsável pela organização de secreções hormonais e [regulação] do ciclo menstrual”, esclarece o especialista.  

 

“A ação das emoções, pelo giro do cíngulo, nas mulheres parece regular a ação do hipotálamo na produção e regulação dos hormônios sexuais femininos”, acrescenta. O médico ainda exemplifica que os relatos de menstruação atrasada são muito comuns em época de vestibular, por exemplo. Portanto, antes de se desesperar com a menstruação atrasada e o teste de gravidez negativo, observe como está o seu estado emocional. 

 

Atividades físicas são uma boa maneira de reduzir o estresse. Quando nos exercitamos, o organismo libera doses de endorfina, que é o hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Além disso, praticar atividades físicas com regularidade também ajuda a minimizar os sintomas clássicos da TPM, como cólica menstrual e oscilações de humor.  

 

5. Atraso menstrual é um dos primeiros sinais da menopausa

 

A irregularidade menstrual é um dos primeiros sintomas do climatério, fase que antecede e anuncia a menopausa. Durante este período, a menstruação tende a atrasar e durar menos tempo, até que, eventualmente, desaparece. Outros sintomas característicos do climatério são: insônia, secura vaginal, desânimo e alterações de libido. O processo é natural e, geralmente, acontece entre os 45 e 55 anos de idade. Neste momento, os ovários param de produzir hormônios estrogênio e a progesterona é interrompida. 

 

6. Emagrecimento excessivo e obesidade estão entre as possíveis causas para a menstruação atrasada

 

Tanto o ganho excessivo, quanto a perda excessiva de peso podem levar ao atraso da menstruação. “A perda de peso excessiva faz com que a mulher perca as taxas normais de gordura corporal. Isso diminui muito as taxas de disponibilidade de colesterol para a formação de esteróides sexuais [hormônios essenciais para o ciclo menstrual, como o estrogênio]”, explica o ginecologista. Estima-se que para que o ovário funcione adequadamente, é preciso apresentar, pelo menos, 22% de gordura corporal. Quando este número é inferior a 15%, a ação dos ovários pode ser comprometida. 

 

“Já a obesidade, o ganho de peso excessivo, interrompe a produção dos estrogênios sexuais. Na gordura do corpo, você pode ter conversão periférica de estrogênio e testosterona. Essa testosterona inibiria a ovulação, mantendo o ovário numa fase pré-ovulatória crônica”, acrescenta o médico, explicando a relação entre o excesso de peso e a menstruação atrasada. 

 

7. Anticoncepcionais de baixa dosagem podem inibir a menstruação no intervalo entre as cartelas

 

Algumas pílulas anticoncepcionais podem bloquear o sangramento que costuma acontecer durante o intervalo entre as cartelas. “Pílulas de baixíssima dosagem impedem, eventualmente, esse sangramento. Com o uso de pílulas contínuas, como você não faz a pausa, não tem sangramento”, exemplifica o doutor Alexandre. 

 

“As pílulas bloqueiam os ovários, bloqueiam o ciclo ovulatório e, consequentemente, bloqueiam a menstruação. Usuárias de pílula sangram no intervalo entre uma cartela e outra por privação hormonal”, informa o médico. “A cada pílula, ela [a mulher] recebe uma dose de hormônio externo, que bloqueia o funcionamento dos ovários. O corpo dela, então, tem apenas o hormônio que ela ingere através da pílula anticoncepcional. Quando ela para a pílula [no intervalo entre as cartelas], essa taxa de hormônio cai e ocorre um discreto sangramento uterino”, adiciona. 

 

8. Pílula do dia seguinte atrasa a menstruação 

 

A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação. Isso acontece porque o medicamento conta com alta dose hormonal e, por isso, é capaz de ocasionar diversos efeitos colaterais. A irregularidade menstrual é um dos efeitos mais significativos. O método contraceptivo de urgência desequilibra os níveis hormonais da mulher e, por isso, o organismo pode levar um tempinho para se reajustar. Como resultado dessas alterações, a próxima menstruação corre risco de atrasar ou não descer.

O método contraceptivo de emergência impede a gravidez da mulher ao inibir a ovulação e o espessamento do endométrio (parede interna do útero que engrossa para receber a implantação de um embrião fertilizado. 

 

9. Menstruação atrasada pode ser motivada pelo aumento de prolactina, hormônio capaz de inibir a ovulação

 

A menstruação atrasada, em casos mais específicos, também pode estar relacionada com o aumento da prolactina no organismo. O hormônio é o principal responsável por estimular a produção de leite materno. Além disso, a substância também é capaz de bloquear a menstruação da mulher quando produzida em excesso. “É sabido que as mulheres depois do parto, enquanto estão amamentando seus recém-nascidos, não menstruam. Isso acontece, em grande parte, pela ação da prolactina no endométrio, atrofiando a camada interna do útero, bloqueando o funcionamento dos ovários e, com isso, impedindo a ovulação”, explica o doutor Alexandre. 

 

Fora essa situação, que é natural, outros fatores também podem gerar o aumento da prolactina no organismo, como estresse, tumores na hipófise e mais. “É muito fácil identificar isso, porque são mulheres que, além de não menstruarem (ter amenorreia), quando você comprime e aperta a aréola e percebe a saída de leite de ambas as mamas por conta do estímulo da prolactina”, orienta o especialista. O tratamento para essa alteração hormonal vai variar de acordo com a origem do problema. 

 

10. Exercícios físicos em excesso também podem desencadear o atraso da menstruação

 

Fazer atividades físicas de forma moderada é saudável e indicado. No entanto, a prática excessiva de exercícios físicos está entre os fatores que podem provocar o aumento da prolactina e, consequentemente, o atraso ou até mesmo a ausência da menstruação. O médico diz que esse quadro é muito comum em atletas que disputam maratonas: “Corredoras de maratona têm a gordura corporal muito baixa, então, elas param de menstruar. A gente percebe também nessas pessoas uma diminuição no volume das mamas por atrofia, por falta de hormônios”, explica o ginecologista. 

 

Se o seu fluxo menstrual estiver atrasado e não houver chance de estar grávida ou o teste de gravidez der negativo, procure um ginecologista para investigar outras causas para menstruação atrasada.

 

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Alexandre Pupo Nogueira - ginecologista e obstetra membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, é também mastologista e Membro Titular do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês
CRM-SP: 84.414

 

Matéria publicada em: 01 de setembro de 2020
Matéria atualizada em: 01 de fevereiro de 2021

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