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IST: conheça as principais infecções transmitidas pelo sexo e saiba como se prevenir

IST: conheça as principais infecções transmitidas pelo sexo e saiba como se prevenir

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são provocadas por vírus, bactérias e outros microorganismos transmitidos principalmente por via sexual (oral, vaginal e anal) sem uso de camisinha. As ISTs são classificadas como curáveis e não curáveis. Em todo caso, é importante buscar acompanhamento médico para evitar quadros mais graves e controlar os sintomas. Um tratamento adequado possibilita que a pessoa infectada continue tendo uma vida sem complicações decorrentes da doença.

 

Algumas ISTs também possuem outras formas de contágio como transfusão de sangue, contato de mucosas ou secreções corporais ou transmissão vertical, quando a mãe passa para  criança durante a gestação, parto ou amamentação. Saiba mais sobre os principais tipos de IST e como se prevenir. 

 

  • Clamídia 

 

A clamídia é a IST mais comum no mundo. Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e pode ter evolução silenciosa e assintomática nos primeiros estágios. A infecção atinge principalmente os órgãos genitais e a uretra, mas também pode acometer o ânus, a faringe e até o pulmão, embora seja mais raro. Os principais sintomas de clamídia são corrimento amarelo claro, dor ao urinar e durante a relação sexual. Algumas mulheres podem apresentar sangramento após o sexo e dor no baixo ventre. 

 

O tratamento dessa infecção é feito com antibióticos como Azitromicina ou Doxiciclina receitados por um médico. Quando não tratada, a clamídia pode evoluir para um quadro de doença inflamatória pélvica (DIP) e causar infertilidade.

 

  • Gonorreia 

 

A gonorréia é provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e atinge, principalmente, a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo. Ela também pode infectar outras regiões como colo do útero, reto e garganta. Os principais sintomas da gonorreia são: dor e ardor ao urinar, inflamação no canal da uretra e corrimento amarelo-esverdeado. Quando a infecção é na garganta, ela provoca dor e alterações da fala. 

 

O tratamento para gonorreia é feito com antibióticos Azitromicina ou injeção de Ceftriaxona para eliminar a bactéria do organismo. A avaliação e recomendação médica é essencial para tratar corretamente a doença.

 

  • Sífilis 

 

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode demorar cerca de 40 dias até manifestar os primeiros sintomas. A doença se manifesta em três estágios diferentes: sífilis primária, secundária e terciária. A primeira etapa começa com o aparecimento de pequenas feridas nos órgãos genitais, que em seguida desaparecem dando a impressão de que já foram curadas. No entanto, o segundo estágio começam a surgir manchas vermelhas na pele e nas mucosas do corpo, além de febre, dor de cabeça e mal-estar. A sífilis terciária ocorre quando a bactéria atinge o sistema nervoso central e pode provocar inflamação na pele, nos ossos,  doenças psiquiátricas, alterações neurológicas e insuficiência cardiovascular. 

 

O tratamento da sífilis é feito a base de penicilina, um antibiótico injetável que combate a ação da bactéria no corpo, impedindo seu progresso. Normalmente, uma injeção já é suficiente para tratar a paciente. Em casos mais severos, pode ser necessário uma segunda dose. 
 

  • Herpes genital

 

A herpes genital é causada pelo vírus do herpes simples (HSV) e provoca lesões na pele, nas mucosa dos órgãos genitais e na boca. As erupções têm períodos de crise e aparecem primeiro como pequenas bolhas que coçam muito e depois estouram, saindo pequena quantidade de líquido. As lesões costumam regredir e cicatrizar sozinhas, mas isso não significa que o vírus foi completamente eliminado do organismo. A herpes não tem cura e pode ser transmitida mesmo quando a pessoa não manifesta os sintomas. 

 

A herpes genital é tratada com uso de medicamento que impede a replicação do vírus, deixando-o inativo. Mesmo assim, a pessoa pode ter períodos de crise já que o vírus não é eliminado do organismo. 

 

  • Tricomoníase 

 

A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas Vaginalis,  que ataca o colo do útero, a vagina e a uretra. Ela pode ser assintomática ou provocar sintomas como corrimento amarelo-esverdeado, coceira vaginal, ardor ao urinar e durante as relações sexuais. A tricomoníase quando não tratada corretamente evoluir para uma uretrite (infecção na uretra) ou vaginite (inflamação na vagina). 

 

A tricomoníase é tratada com antibiótico, como metronidazol ou tinidazol. É importante que o(a) parceiro(a) também seja incluído no tratamento para prevenir uma futura contaminação. Também é indicado evitar relações sexuais durante o tratamento até que a infecção seja curada. 
 

  • AIDS

 

A AIDS, sigla para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença que acomete o sistema imunológico e não tem cura. Ela é causada pelo vírus HIV e é transmitida por meio do contato com o sêmen, sangue, leite materno e secreção vaginal da pessoa infectada. Após a contaminação pelo vírus, a AIDS pode demorar cerca de 10 anos para se manifestar, por isso, nem todo mundo que é infectado pelo vírus HIV possui a doença. 

 

A AIDS compromete sistema imunológico e seus primeiros sintomas são fraqueza, febre, diarréia, dor no corpo e mal-estar. Ela também faz com que o paciente tenha maior predisposição a quadros de gripe, resfriado e pneumonia, as chamadas doenças oportunistas. 

 

Mesmo não tendo cura, com acompanhamento médico e uso da medicação adequada, uma pessoa com HIV consegue ter boa qualidade de vida. Os remédios não eliminam o HIV, mas têm ação anti retroviral, ou seja, impede a multiplicação do vírus organismo e combate os seus efeitos no sistema imunológico. O tratamento da Aids e de todos os tipos de ISTs são oferecidos pelo SUS gratuitamente. 

 

  • Hepatite B 

 

A Hepatite B é uma IST que provoca inflamação no fígado. Seus sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, dor nas articulações e mal-estar. Muitas vezes, a pessoa tem contato com o vírus da hepatite B, mas o seu sistema imunológico consegue combatê-lo naturalmente. Quando isso não ocorre, a infecção pode evoluir para uma inflamação crônica e causar danos hepáticos como cirrose e câncer de fígado. Além da via sexual, a hepatite também pode ser transmitida ao compartilhar objetos de uso pessoal como escova de dente, alicates de unha e lâminas. 

 

  • HPV 

 

HPV é uma doença transmitida pelo Vírus do Papiloma Humano. Provoca lesões e verrugas na região genital e anal, coceira e irritação, mas também pode ser assintomática. A Infecção pelo HPV é a principal precursora do câncer de colo de útero e de tumores malignos na boca e garganta. Em alguns casos, o vírus é eliminado espontaneamente pelo sistema imunológico. No entanto, quando não ocorre a cura espontânea, a pessoa passa a viver com o vírus pelo resto da vida. 

 

Uso da camisinha é o método mais eficaz de prevenção das ISTs

 

O o uso da camisinha em todas as relações sexuais é a melhor forma de prevenção de ISTs. No entanto, a penetração não é a única forma de contágio e transmissão. A camisinha deve ser usada em qualquer forma de contato íntimo, seja ele vaginal, anal ou oral. Fluidos corporais como sangue, sêmen e secreções também podem trazer os microorganismos causadores das infecções. 

 

Outro cuidado importante é prestar atenção quando for colher sangue ou fazer uma tatuagem. Certifique-se que a agulha utilizada é descartável e esterilizada e evite compartilhar objetos pessoais como alicate, tesouras e lâminas. Roupas íntimas, toalhas e assento de sanitário não transmitem ISTs, mas o recomendável é usar peças que pertençam somente a você. 

 

Algumas ISTs também possuem vacinas como formas de prevenção, como a HPV e a Hepatite B. Essas vacinas tornam a pessoa imune a infecções, fortalecendo o sistema imunológico. Por fim, é fundamental que a mulher esteja sempre em dia com seus seus exames ginecológicos. O preventivo, por exemplo, é capaz de detectar sinais de infecção viral precocemente, o que facilita o tratamento.  

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