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Entenda sobre a pílula anticoncepcional de progesterona e seus efeitos no corpo

Entenda sobre a pílula anticoncepcional de progesterona e seus efeitos no corpo

A pílula anticoncepcional de progesterona, também conhecida como minipílula, é uma boa alternativa de método contraceptivo para mulheres com contraindicações ao estrogênio. O medicamento é composto apenas pelo hormônio progestina, que é a forma sintética da progesterona, e apresenta uma taxa de eficácia de 87% a 99%. Assim como diversos outros contraceptivos hormonais, incluindo a pílula combinada tradicional, a minipílula também impede a gravidez ao inibir a ovulação da mulher. A principal vantagem deste tipo de anticoncepcional é a redução dos efeitos colaterais, que são menores quando comparados às opções com estrogênio.

 

Conversamos com os ginecologistas José Carlos Torres e Cláudia Navarro para entender melhor a forma de funcionamento da minipílula (pílula de progesterona). Veja a seguir!

 

A minipílula (pílula de progesterona) engrossa o muco cervical e dificulta a movimentação do espermatozóide

 

Diferente da pílula anticoncepcional combinada, que contém estrogênio e progestogênio, a minipílula possui apenas a progesterona em sua fórmula. Essa característica do medicamento resulta em uma grande vantagem: poucas alterações hormonais e, consequentemente, menos efeitos colaterais, como dor de cabeça e retenção de líquido, por exemplo. A pílula com progesterona impede a gravidez ao bloquear a ovulação e tornar o muco cervical mais espesso, dificultando a mobilidade do espermatozóide no sistema reprodutivo feminino.

 

Se, de alguma forma, a célula reprodutora masculina conseguir alcançar o óvulo da mulher, a minipílula ainda oferece outra estratégia de proteção: transforma o endométrio em um ambiente inóspito para o embrião fertilizado. Caso você não saiba, o endométrio é o tecido que reveste as paredes intrauterinas e tem como principal função preparar o útero para uma gestação. Quando a gravidez não acontece, essa membrana passa por um processo de descamação e é expelida pela vagina em forma de sangue menstrual.

 

Vale ressaltar que o efeito da minipílula sobre a ovulação é relativamente mais fraco, levando em consideração a ação do anticoncepcional comum. Por esse motivo, a administração da pílula de progesterona de uso contínuo deve ser feita com o máximo de disciplina e responsabilidade. Ou seja, sem esquecimentos e, preferencialmente, sempre no mesmo horário. 

 

A pílula com progesterona é indicada para mulheres que não querem menstruar e pacientes com histórico de trombose

 

"[A minipílula] é indicada para mulheres que apresentam contraindicação ao uso de estrogênio ou que não desejam menstruar, já que essas pílulas devem ser usadas continuamente, evitando que as pacientes apresentem o sangramento", recomenda a doutora Cláudia Navarro. No grupo de pacientes com contraindicações, estão as mulheres com histórico de trombose ou doenças cardiovasculares associados ao uso do hormônio estrogênio. Fumantes ou mulheres que já tiveram um AVC, por exemplo, são ótimas candidatas à minipílula.

 

Outro benefício a ser levado em consideração na hora de eleger o método contraceptivo é a sua capacidade imediata de proteger contra uma gravidez indesejada. A pílula de progesterona passa a evitar a gestação desde a ingestão do primeiro comprimido (desde que o mesmo seja ingerido no primeiro dia do ciclo menstrual). De qualquer forma, o ideal é consultar um(a) ginecologista para escolher o anticoncepcional que melhor atenderá as suas necessidades. "A indicação final do tipo ideal de pílula para cada paciente deve ser feita individualmente, após uma consulta", recomenda a médica.

 

De acordo com o doutor José Torres, a minipílula não é adequada para todo mundo. "Há restrições para mulheres que não podem usar/ingerir progestogênicos e aquelas que possuem intolerância [à substância]", alerta. Por isso, sempre consulte um(a) profissional antes de dar início ao uso de qualquer medicamento!

 

O uso da minipílula deve ser iniciado, preferencialmente, no primeiro dia da menstruação
 

O uso da pílula de progesterona é contínuo. Isso significa que os comprimidos devem ser ingeridos diariamente, sempre no mesmo horário e sem a pausa de uma semana (típica da pílula anticoncepcional tradicional). De acordo com o especialista, o mais indicado é iniciar a cartela no primeiro dia do ciclo menstrual, ou seja, no primeiro dia da menstruação. “Se a pílula de progesterona for iniciada no primeiro dia do ciclo, o seu efeito contraceptivo é imediato. Por outro lado, se a minipílula for iniciada em qualquer outro dia do ciclo, o ideal é usar camisinha nos sete primeiros dias, caso você tenha relação", indica.

 

O que fazer se esquecer de tomar a pílula algum dia?
 

Nesta situação, a recomendação do ginecologista é tomar a pílula imediatamente, assim que identificar o esquecimento. Além disso, o profissional ainda alerta para a importância de redobrar os cuidados e utilizar um método de “barreira” extra, como a camisinha, para reduzir o risco de gravidez.

 

De acordo com o médico, mulheres com dificuldade em manter a administração diária de medicamentos devem evitar a pílula de progesterona. Se você vive esquecendo a hora dos remédios ou frequentemente falha ao tomar a pílula convencional, talvez a minipílula não seja a melhor opção. “Nestes casos, o DIU é uma alternativa muito melhor e mais indicada”, recomenda.

 

Minipílula e acne: mulheres com tendência a espinhas e cravos podem notar piora da pele

 

Afinal, existe alguma relação entre a minipílula e acne? O derivado da progesterona, presente na composição deste tipo de pílula anticoncepcional, pode ter efeitos androgênicos, incluindo o aumento de oleosidade da pele. Porém, é importante entender que essa reação é individual, ou seja, varia de pessoa para pessoa. Geralmente, mulheres que já têm tendência à acne estão mais suscetíveis a sofrer com esse agravamento do quadro.

 

Minipílula e trombose: diferente do anticoncepcional tradicional, pílula de progesterona não aumenta as chances de trombose

 

A minipílula é conhecida por não aumentar os riscos de trombose, portanto, é uma alternativa indicada para pessoas com histórico dessa doença. Por outro lado, mulheres que fazem uso da pílula combinada tradicional, composta por estrogênio e progesterona, têm mais chances de desenvolver a condição. Isso acontece graças à ação coagulante do hormônio estrogênio, que eleva as chances de surgimento de coágulos na corrente sanguínea.

 

Cláudia Navarro, ginecologista especialista em reprodução assistida.
CRM-MG: 21198

 

José Carlos Torres
Ginecologista do Hospital Moriah
CRM 71.192

 

Matéria atualizada em: 24 de abril de 2020

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