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Endometriose: 7 dúvidas comuns que as mulheres têm sobre a doença

Endometriose: 7 dúvidas comuns que as mulheres têm sobre a doença

A endometriose está presente na realidade de muitas mulheres. A doença é resultado do crescimento indevido do endométrio (tecido que reveste as paredes internas do útero) para fora da cavidade uterina. Essa má formação pode acontecer em diversas partes do corpo, como o útero, tubas uterinas e os ovários. Além dos órgãos pélvicos, outras regiões também podem ser afetadas em casos mais raros, como a endometriose intestinal e nos pulmões.

 

As causas para o desenvolvimento ectópico (fora de seu lugar habitual) do endométrio ainda não são unanimidade entre os médicos. Porém, estudos apontam que questões como sedentarismo, estresse, má alimentação e genética estão entre os fatores de risco da endometriose. 

 

O principal sintoma da doença é a dor pélvica intensa, frequentemente confundida com a cólica menstrual, e o sangramento menstrual aumentado. Por esse motivo, muitas mulheres demoram a diagnosticar o problema e acabam agravando o quadro da endometriose. Outros sintomas associados à condição são: incômodo ao praticar relações sexuais, fluxo menstrual forte, fadiga e exaustão, sangramento ao evacuar ou urinar (principalmente se tratando da endometriose intestinal), dificuldade para engravidar e, em casos mais sérios, infertilidade. 

 

Veja também: Endometriose: o que é, sintomas, tratamento e tudo o que você precisa saber sobre a doença

 

Apesar de ser uma doença que acomete mais de 6 milhões de mulheres brasileiras ( e cerca de 176 milhões no mundo todo), ainda existem muitas incertezas a respeito do assunto. Por isso, o Só Delas separou as principais dúvidas sobre endometriose. Confira!

 

1) Quem tem endometriose pode tomar anticoncepcional? 

 

Sim! A pílula anticoncepcional pode ser utilizada no tratamento da endometriose. Para compreender o efeito do método contraceptivo na abordagem contra a doença, é preciso entender melhor o papel do endométrio nessa história toda. O tecido tem como função preparar o útero para a gravidez. Durante a ovulação, essa membrana engrossa para acolher o óvulo fecundado. Quando a fecundação não acontece, o endométrio passa por um processo de descamação e é expelido em forma de menstruação. 

 

 Dito isto, fica mais fácil assimilar a ação do anticoncepcional no tratamento da endometriose. O medicamento inibe a ovulação e, consequentemente, a produção do hormônio estrogênio, um dos grandes responsáveis por estimular o crescimento indevido do endométrio. Por isso, ao suspender a menstruação, a pílula também agirá reduzindo a inflamação das lesões endometriais.

 

É importante enfatizar que este tipo de tratamento não oferece a cura para a doença. O recurso hormonal apenas visa diminuir as inflamações e, por consequência, os sintomas provocados pela endometriose. 

 

A alternativa é uma boa opção para mulheres que não desejam engravidar a curto prazo. Por outro lado, é contraindicada para quem tem restrições hormonais, como pacientes com risco elevado de câncer de mama ou de trombose. Lembre-se: jamais se automedique! Antes de iniciar o uso de qualquer medicamento, é importante consultar um(a) ginecologista. 

 

2) A cirurgia é o único tratamento para a endometriose? 

 

Não! Como explicamos anteriormente, a terapia hormonal está entre as opções de tratamento para a endometriose. Além da interrupção do ciclo menstrual através do uso da pílula anticoncepcional, outros métodos contraceptivos também podem ser usados com a mesma finalidade. Incluindo a injeção anticoncepcional e o DIU (Dispositivo IntraUterino). A alternativa costuma ter bons resultados no que diz respeito ao controle da dor e da progressão da doença. 

 

Outra possibilidade é o uso de remédios que impedem a produção de estrogênio pelos ovários. Esses medicamentos levam o nome de agonistas da GnRH (agonistas da hormona libertadora de gonadotrofina ou hormônio liberador de gonadotrofina) e podem apresentar alguns efeitos colaterais semelhantes aos sintomas da menopausa, como ondas de calor, secura vaginal, oscilações de humor e perda de densidade óssea. Por isso, esse tipo de tratamento costuma ser limitado a um período de seis meses. 

 

Geralmente, os procedimentos cirúrgicos são mais agressivos e indicados como última opção. Mulheres que não responderam bem ao uso de medicamentos ou pacientes que desejam engravidar em breve e, portanto, não podem usar a pílula anticoncepcional estão entre as principais candidatas. As cirurgias mais comuns são: videolaparoscopia, método menos invasivo que tem como objetivo eliminar os focos da doença, e a histerectomia, técnica definitiva que visa a retirada do útero e, por vezes, dos ovários. 

 

3) A gravidez cura a endometriose?

 

Não! Essa ideia tem sido disseminada entre as mulheres há muito tempo, porém, não é verdade. Na realidade, a gravidez inibe a ovulação e, consequentemente, provoca a amenorreia (interrupção da menstruação). Por isso, durante a gestação, o crescimento impróprio do endométrio também será paralisado, impedindo o surgimento de novos focos da endometriose no corpo. Não é impossível que as lesões ocasionadas pela doença passem por um processo de regressão quando a mulher engravida. Porém, esse efeito não acontece com todas as pacientes. Em diversos casos, o quadro de endometriose permanece o mesmo.

 

4) A histerectomia é o suficiente para curar a endometriose?

 

Infelizmente, não. A retirada do útero pode não ser o suficiente para extinguir os focos de endometriose e nós vamos explicar o porquê. O crescimento inadequado do endométrio fora do útero pode acontecer em vários locais do corpo, inclusive em outros órgãos que não fazem parte da região pélvica, como intestino e pulmões. Por isso, é possível sofrer com a endometriose mesmo após a remoção do útero.  

 

Outra justificativa para a permanência do risco de endometriose mesmo após a histerectomia tem a ver com a liberação de hormônios. O útero não é o responsável por produzir estrogênio, um dos grandes agentes causadores do crescimento indevido da membrana endometrial. Ou seja, as chances da doença voltar e acometer outras áreas do organismo continuam a existir. 

 

Então quer dizer que a remoção dos ovários, responsáveis pela liberação dos hormônios, resolveria o problema? Não necessariamente. Os ovários são, na verdade, apenas uma entre as diversas fontes hormonais do organismo feminino. Outras substâncias têm efeito semelhante ao do estrogênio e também podem colaborar com o surgimento da endometriose. Tendo isso em vista, o método cirúrgico mais indicado para o tratamento do transtorno ainda é a videolaparoscopia, capaz de atingir diretamente os focos da doença sem comprometer definitivamente a fertilidade da mulher. 

 

5) A endometriose engorda?

 

Muitas mulheres relatam o ganho de peso após o diagnóstico da endometriose. De fato, o crescimento indevido do endométrio e as alterações hormonais associadas à doença podem provocar inchaço e retenção de líquidos. Normalmente, esses sintomas dão a sensação de que a paciente está engordando. 

 

Outra justificativa para o aumento de peso é a alternativa escolhida para o tratamento da endometriose. O uso da pílula anticoncepcional e a histerectomia (retirada do útero e, às vezes, dos ovários), responsável por acelerar a menopausa e suas manifestações, também podem fazer com que a mulher engorde. Para contornar a mudança física, converse com o(a) seu(a) médico(a)!  

 

Veja também: Anticoncepcional engorda? Saiba qual é a opinião dos ginecologistas!

 

6) A endometriose pode virar câncer?

 

A endometriose não causa o câncer propriamente dito. Porém, alguns estudos indicam que mulheres com o transtorno podem estar mais suscetíveis a desenvolver alguns subtipos de câncer de ovário, como o endometrióide e o de células claras. Entre as possíveis explicações para essa predisposição, estão o fator inflamatório da doença. De qualquer forma, a boa notícia é que a estimativa está a favor das mulheres! Apenas 8 a cada 100 mil pacientes que sofrem com a endometriose apresentam esse tipo de tumor maligno.  

 

7) Acupuntura e yoga podem ajudar a tratar a endometriose? 

 

Estudos apontam que exercícios físicos proporcionam resultados positivos em mulheres que sofrem com a endometriose e o yoga faz parte deste time. A prática milenar ajuda no fortalecimento do assoalho pélvico, uma das principais áreas afetadas pela doença. Além disso, regiões como a lombar e o abdômen também são favorecidas pelas posições do yoga. Sem contar o efeito psicológico e mental, né? O hábito contribui para a tranquilidade da mente e é um forte aliado na luta contra o estresse (uma das possíveis causas da endometriose). 

 

A acupuntura, por sua vez, é uma técnica da medicina alternativa que pretende proporcionar alívio aos sintomas da doença através de estímulos nervosos nos músculos em outros tecidos. O método consiste na aplicação de finas agulhas em pontos específicos do corpo e promete liberar endorfina, reduzir o fator inflamatório provocado pelo transtorno, aliviar o estresse, regular o ciclo menstrual e até ajudar a ovulação. Cada paciente deve ser analisada isoladamente e, a partir disto, o melhor tratamento de acupuntura será definido. Vale ressaltar que tanto o yoga, quanto a acupuntura visam aliviar as dores e as manifestações da endometriose, mas, infelizmente, não são capazes de curar a doença. 

 

Veja também: Yoga ajuda a aliviar cólicas menstruais: veja os benefícios da prática durante a menstruação

 

 

Março Amarelo é o Mês Mundial de Conscientização da Endometriose. Em 2020, CAREFREE® está apoiando o movimento Juntas Contra a Endometriose. O objetivo é trazer mais informações sobre a doença que é tão invisibilizada, apesar de acometer cerca de 6 milhões de mulheres brasileiras. 


Acesse o site, veja depoimentos de mulheres que passaram ou passam por esse problema e apoie você também. Estamos juntas nessa causa!

https://www.juntascontraaendometriose.com.br/

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