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Conheça as doenças vaginais mais comuns e saiba como evitá-las

Conheça as doenças vaginais mais comuns e saiba como evitá-las

As doenças vaginais são um problema bastante comum entre as mulheres e podem ser desencadeadas por diversos fatores, como baixa imunidade, maus hábitos de higiene e esquecimento do preservativo em relações sexuais.. Entre as infecções vaginais mais frequentes, estão a candidíase e vaginose bacteriana. Ambas são ocasionadas pela multiplicação excessiva de fungos ou bactérias no organismo e têm o corrimento vaginal, coceira e ardência ao urinar como sintomas em comum.

 

Outro grupo de doenças na vagina que devem deixar as mulheres em alerta são as chamadas DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). A tricomoníase e a herpes genital são alguns dos tipos mais comuns e podem provocar sintomas bem desagradáveis incluindo ardência na vulva, corrimento com mau cheiro, do ao ter relações sexuais e, em alguns casos, feridas na pele. 

 

Para entender melhor o assunto, o Só Delas conversou com o ginecologista Vamberto Maia Filho. Descubra a seguir quais são as doenças vaginais mais comuns e saiba como evitá-las!

 

Veja também: Corrimento x secreção natural: entenda as diferenças!


A candidíase tem como principais sintomas um corrimento branco leitoso e coceira na vagina


A candidíase é ocasionada pela proliferação exacerbada de fungos (de várias espécies) e está entre as causas mais comuns para o corrimento vaginal. Geralmente, o microrganismo responsável pela infecção é o Candida albicans, que pode ser encontrado em pequenas quantidades em uma flora vaginal saudável. É importante saber que a candidíase não é uma Doença Sexualmente Transmissível, porém, pode ser desencadeada pelo sexo sem proteção. Portanto, sempre use camisinha! “Alguns estudos indicam que o fungo pode estar na flora vaginal e, quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está baixa, ocorre a multiplicação do fungo e a manifestação dos sintomas”, explica o médico.

 

De acordo com o ginecologista, os sintomas da candidíase são "corrimento espesso, granuloso e esbranquiçado, acompanhado geralmente de irritação no local", acrescenta. Além disso, outros sinais de candidíase incluem: coceira e ardência na vagina, dor durante o sexo e vermelhidão na vulva. Para evitar casos recorrentes da infecção, é fundamental ter bons hábitos de saúde. Investir em uma alimentação balanceada e em uma rotina de exercícios físicos e manter a higiene íntima em dia são medidas essenciais. Trocar o absorvente com a frequência adequada, não fica com o biquíni molhado por muito tempo e utilizar um sabonete íntimo que respeite o pH vaginal são algumas medidas de prevenção. Geralmente, o tratamento da candidíase consiste no uso de antibióticos em forma de cremes e pomadas vaginais ou até mesmo via oral. 


Veja também: Candidíase: 10 fatos esclarecedores sobre o corrimento vaginal


A vaginose bacteriana é uma infecção vaginal conhecida por provocar mau cheiro na vagina


Assim como a candidíase, a vaginose bacteriana também é provocada pela multiplicação de um microrganismo. Entretanto, neste caso, não se trata de um fungo e, sim, de bactérias. A infecção vaginal provoca corrimento com coloração amarela ou esverdeada. Esse sintoma tende a estar associado a outras reações como mau cheiro vaginal (que pode se tornar mais intenso na menstruação), coceira na vagina e sensação de ardência ao urinar.

 

Se prevenir contra a vaginose bacteriana exige alguns cuidados básicos, como usar camisinha durante todas as relações sexuais e realizar a higiene íntima correta. Também recomenda-se fazer os exames ginecológicos periodicamente. Através do exame papanicolau, por exemplo, é possível constatar a infecção e, a partir do diagnóstico, dar início ao tratamento (por meio de medicação oral ou vaginal com antibióticos).


Veja também: Vaginose bacteriana: conheça os sintomas e como prevenir a infecção vaginal


Vulvite e vulvovaginite são inflamações que atingem a região íntima e causam coceira e dor


A vulvite é uma inflamação provocada na vulva (parte externa da região íntima feminina). A vulvovaginite, por sua vez, acontece na vulva e na vagina (parte interna) simultaneamente. Diversos fatores, desde reações alérgicas a produtos químicos até uma higiene íntima inadequada, podem levar ao seu surgimento. A vulvite e a vulvovaginite têm alguns sintomas em comum, como: irritação, vermelhidão e ardência na parte íntima. Já o corrimento vaginal só ocorre no caso da vulvovaginite.

 

A vulvovaginite representa uma inflamação genital feminina e pode estar associada a infecções vaginais causadas por microrganismos, como a candidíase, por exemplo. Para tratar os sintomas, que inchaço e coceira na vagina, costuma-se utilizar antibióticos ou antifúngicos em forma de comprimidos ou cremes e pomadas de uso externo. Em alguns casos, anti-inflamatórios e probióticos também podem ser indicados.


Veja também: Vulvite e vulvovaginite: saiba como evitar a inflamação na vulva e na vagina


A tricomoníase é uma DST que causa irritação e vermelhidão na vagina


A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis e tem como principal meio de transmissão a relação sexual desprotegida, portanto, é considerada uma DST. A tricomoníase possa permanecer assintomática por um tempo para algumas mulheres, no entanto, também podem surgir sintomas como: "Um corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso, além de irritação na vulva e vermelhidão na mucosa vaginal”, diz o médico. Além de atingir a vulva e a vagina, a doença também pode acometer o colo do útero. Portanto, ao notar quaisquer alterações relacionadas à saúde íntima, não hesite em procurar um(a) profissional para uma avaliação.

 

Uma vez confirmada a DST, é hora de tratar o problema. Geralmente, o tratamento da tricomoníase é realizado através de antibióticos por via oral ou vaginal. Para garantir a eficácia do tratamento, é imprescindível que o(a) parceiro(a) da mulher infectada também seja tratado(a). Mesmo que não apresente nenhum sintoma, a pessoa pode apresentar e transmitir a doença (até mesmo para pacientes que já se curaram). Portanto, todo cuidado é pouco!


Veja também: Existe cura para a tricomoníase? Entenda sintomas e riscos da doença


O HPV é outra DST que, além de acometer a vagina, também pode atingir outras partes do sistema reprodutivo feminino

 

A sigla HPV vem do inglês e, em português, significa Papilomavírus Humano. A DST é transmitida pelo contato sexual (oral, genital e anal) com alguém contaminado e pode atingir não somente a vagina como a vulva, ânus, colo do útero, orofaringe e boca. Em alguns casos, a doença pode não apresentar sintomas. Ainda assim, é importante estar atenta aos possíveis sinais da infecção como lesões ou verrugas na região íntima, manchinhas brancas e/ou acastanhadas e, às vezes, coceira no local.

 

O tratamento para o HPV costuma ser focado em eliminar as lesões no local infectado. Os recursos utilizados vão depender da localização e da extensão das feridas. Em alguns casos, mesmo sem tratamento, essas lesões podem desaparecer com o tempo. 

 

É possível prevenir a contaminação da doença por meio da vacina contra o HPV. Porém, vale lembrar que o uso da camisinha ainda é essencial na proteção contra diversas outras DST’s e não deve ser deixado de lado. 


Veja também: HPV: 9 informações que você precisa saber sobre a DST


A herpes genital não tem cura, mas é possível controlar crises com medicamentos

 

A herpes genital é uma infecção viral e pode ser causada por dois vírus distintos: o tipo 1 (HSV-1) e o tipo 2 (HSV-2), principal responsável por acometer a região genital. Logo no início da infecção, é comum observar um quadro semelhante à gripe, com dor de cabeça, febre, dor muscular e fraqueza. Esses sinais costumam desaparecer com o passar dos dias e dar lugar a outros sintomas como a formação de bolhas e feridas nas partes íntimas, coceira vaginal e ardência ao urinar e defecar. A avaliação médica é essencial quando houver a manifestação desses sintomas. 

 

A herpes genital ainda não tem cura, porém, já existem medicamentos capazes de diminuir a evolução da doença e prevenir suas manifestações, melhorando consideravelmente a qualidade de vida da pessoa infectada.

 

Ir ao ginecologista e manter o preventivo em dia é essencial para diagnosticar doenças vaginais 

 

A forma mais eficaz de diagnosticar doenças vaginais o quanto antes e, consequentemente, dar início ao tratamento adequado é manter o acompanhamento ginecológico sempre em dia. O exame papanicolau, por exemplo, é uma ferramenta indispensável para manter a saúde íntima da mulher. Também conhecido como preventivo, esse exame de rotina visa coletar e analisar uma secreção retirada do colo do útero através de um procedimento rápido e simples. Com o recurso, é possível detectar possíveis doenças, como infecções vaginais e até mesmo um câncer uterino.

 

Cada transtorno é tratado individualmente com antibióticos e cremes vaginais próprios - que tratam e também aliviam os sintomas. Por isso, o diagnóstico médico feito com base em uma análise clínica e exames específicos é essencial para determinar a melhor forma de tratar a doença na vagina.


Confira 10 dicas para prevenir doenças na vagina 


Algumas medidas ajudam bastante no combate às doenças vaginais. Se tratando da candidíase, uma das infecções vaginais mais comuns, o ginecologista cita alguns hábitos importantes para a prevenção. “Evitar roupas íntimas de tecidos sintéticos e biquínis molhados o dia todo, diminuir o consumo de alimentos ricos em açúcares, jamais compartilhar calcinhas, e usar preservativos podem diminuir suas chances de contágio, mas não evitar!”, orienta. Em outros casos, é possível recorrer a vacinas específicas, como a vacina contra o HPV, por exemplo. Veja essas e outras dicas:


1) Prefira calcinhas de algodão;


2) Tente fazer xixi após cada relação sexual;


3) Utilize camisinha em todo tipo de contato íntimo, não apenas durante a penetração;


4) Evite calças jeans e roupas muito justas (tente variar com peças mais frescas);


5) Certifique-se de não ficar muito tempo com o mesmo absorvente;


6) Utilize um sabonete íntimo líquido que respeite o pH da vagina;


7) Tenha cuidado para não exagerar na higiene íntima (limpeza em excesso pode destruir a defesa natural da vagina);


8) Jamais limpe a parte interna da região íntima, concentre a higiene na vulva (parte externa);


9) Procure não ficar com o biquíni molhado por muito tempo;


10) No caso do HPV, existe uma vacina de prevenção. Procure saber se a sua está em dia;

 

Este artigo contou com a contribuição do especialista:
Dr. Vamberto Maia Filho - Ginecologista
CRM: SP 118.29

 

Matéria atualizada em: 27 de abril de 2020

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