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Cólica depois da menstruação: o que pode ser esse sintoma?

Cólica depois da menstruação: o que pode ser esse sintoma?

A cólica menstrual não é nenhuma novidade para as mulheres. Quem nunca passou por esse tipo de incômodo na TPM ou durante o próprio período menstrual que atire a primeira pedra. Porém, observar o aparecimento da cólica depois da menstruação, principalmente se a dor for intensa, pode ser indicativo de algum problema. O quadro recebe o nome de dismenorreia secundária, transtorno caracterizado pela presença de uma cólica forte relacionada a outras complicações como a endometriose, miomas uterinos e inflamação pélvica.

 

Anomalias congênitas nos órgãos do aparelho reprodutivo também estão entre as responsáveis pelo desenvolvimento da dismenorreia secundária. A condição é caracterizada por qualquer alteração funcional ou estrutural do desenvolvimento fetal. Ou seja, se origina antes mesmo do nascimento. As causas para essa má formação podem ser desconhecidas. Porém, sabe-se que fatores genéticos e ambientais influenciam na ocorrência do problema. 

 

Conversamos com o ginecologista Alexandre Pupo para entender o que a cólica após o período menstrual pode significar. 

 

Veja também: O que é cólica? Ginecologista explica porque ela acontece

 

Dismenorreia secundária é uma cólica intensa associada à alterações no aparelho reprodutivo

 

A cólica menstrual normal é esperada antes ou até mesmo durante a menstruação. Quando o incômodo acontece em outros momentos do ciclo, é bem provável que esteja relacionado a outros problemas e, portanto, seja classificado como dismenorreia secundária. Esse tipo de condição tende a piorar com o tempo e pode representar diversas patologias. 

 

Frequentemente associada ao aumento excessivo do fluxo menstrual, a dismenorreia secundária tem como característica a ação em conjunto com outras doenças na região pélvica. Diferente da dismenorreia primária, cuja duração é de, aproximadamente, 2 a 3 dias antes da menstruação, a dismenorreia secundária pode acontecer durante todo o ciclo menstrual. Por isso, cólicas sentidas após a menstruação costumam entrar nessa categoria. 

 

Veja também: Entenda a diferença entre a cólica primária e a cólica secundária

 

Além da cólica fora do período menstrual, a dismenorreia secundária também pode ocasionar outros sintomas dor de cabeça, aumento das mamas, enjoo e vômito, diarreia, cansaço físico, alterações no sono, irritabilidade e oscilações psíquicas e comportamentais.

 

Essas manifestações vão depender do agente causador da dismenorreia. “A cólica após a menstruação pode indicar um quadro infeccioso ou, eventualmente, algum cisto. Portanto, deve ser investigada”, alerta o médico. Para identificar a origem do problema e dar início ao tratamento adequado, recomenda-se uma avaliação ginecológica. 

 

Cólica depois da menstruação: causas podem envolver endometriose, miomas e inflamação pélvica 

 

De acordo com o Dr. Alexandre, o aparecimento da cólica depois da menstruação deve ser encarado como um sinal de alerta. “Não é comum ter cólica após menstruar. A cólica comum é no início da menstruação. Qualquer dor que perdure por todo o ciclo menstrual (cólicas que vem depois da menstruação) devem ser sempre avaliadas e investigadas, pois não é uma situação habitual”, adverte. Veja as principais doenças associadas à cólica fora do período menstrual:

 

  • Endometriose: a endometriose é uma doença ocasionada pelo desenvolvimento do endométrio (tecido que reveste as paredes intrauterinas) fora de seu lugar habitual, ou seja, o útero. A enfermidade pode acometer não somente os órgãos da região pélvica, como também outras partes do corpo, incluindo os pulmões e o intestino, no caso da endometriose intestinal. Quando não recebe o tratamento adequado, o transtorno pode levar a mulher à infertilidade.

 

  • Miomas e pólipos uterinos: grande parte das pacientes que sofrem com miomas uterinos não exibem nenhum tipo de sintoma. Porém, é possível observar manifestações como menstruação irregular, disfunções urinárias e cólicas abdominais e pélvicas. Os pólipos uterinos, favorecidos por alterações hormonais e infecções endometriais, também podem provocar, além da cólica, sangramento irregular e fluxo intenso. 

 

  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP): cólica abdominal, menstruação irregular e secreção vaginal amarelada estão entre os sintomas da DIP, doença provocada pela proliferação de bactérias que pode ser transmitida através do sexo sem proteção, do aborto ou de tratamentos cirúrgicos vaginais. 

 

  • Adenomiose: pode ser considerada uma variação da endometriose. Neste caso, o crescimento indevido do endométrio acontece dentro da musculatura do próprio útero, podendo ser focal (em uma parte específica do órgão reprodutor) ou difusa (quando recobre toda a parede uterina). Os sintomas, que costumam aparecer cerca de 2 a 3 anos após o parto, incluem cólica intensa, dor e sangramento. 

 

  • Estenose cervical: a doença é caracterizada pela compressão do orifício cervical interno e é capaz de provocar acúmulo de sangue (hematometra) e pus (piometria) no útero. A cólica intensa pode vir acompanhada de amenorreia (ausência da menstruação) e até mesmo infertilidade. 

 

  • Cistos e tumores nos ovários: mulheres que apresentam cistos e tumores nos ovários podem sofrer com cólicas e sangramentos vaginais fora de hora. 

 

  • Síndrome da congestão pélvica: o principal sintoma da síndrome de congestão pélvica é uma dor na pelve, com duração superior a seis meses. Outros sinais da doença incluem fadiga, oscilações de humor, inchaço e dor de cabeça. 

 

  • Anormalidades congênitas da anatomia do útero ou da vagina: anomalias no sistema reprodutivo feminino, geradas durante o desenvolvimento fetal (antes do nascimento), também podem provocar a dismenorreia secundária. Geralmente, a má formação pode ser percebida através do toque. 

 

  • DIU de cobre: o Dispositivo IntraUterino de cobre pode intensificar a cólica e o fluxo menstrual. Por isso, não é indicado para mulheres que já sofrem com esse tipo de problema. O método contraceptivo não contém hormônios e impede a gravidez ao dificultar a locomoção do espermatozóide no sistema reprodutor feminino. 


 

Este artigo tem a contribuição do especialista:

Alexandre Pupo Nogueira - ginecologista e obstetra membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, é também mastologista e Membro Titular do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês

CRM-SP: 84.414

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