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Coceira na vagina: causas e tratamentos

Coceira na vagina: causas e tratamentos

A coceira na vagina é um incômodo que pode ter várias causas, como alergias, infecções vaginais (como a candidíase) e de hábitos prejudiciais à saúde íntima, como o uso inadequado do sabonete. Para diferenciar esses quadros, uma boa dica é acompanhar os sintomas adjacentes à coceira, como alterações na secreção vaginal da mulher. Uma boa dica para distingui-los é entender se a coceira é no canal interno da vagina ou na parte externa. No primeiro caso, provavelmente o incômodo é causado pela presença de agentes invasores, como bactérias e fungos. Caso contrário, o mais provável é que seja alguma reação alérgica a produtos íntimos ou irritação causada por hábitos prejudiciais à região. Em ambos os casos, a camada que protege a flora da vagina é danificada e, assim, a coceira surge como sintoma. Quer entender mais? Acompanhe as possíveis causas e os respectivos tratamentos para a coceira na vagina:

 

1) Uso inadequado do sabonete

 

Na hora de higienizar a região íntima, as mulheres devem ter muito cuidado com o sabonete íntimo. O ideal é preferir produtos com o pH neutro, já que é a flora vaginal é naturalmente ácida. Quando usamos qualquer produto íntimo com o pH muito diferente disso, sua química pode alterar o estado da flora vaginal. Dessa forma, as bactérias que protegem a área são prejudicadas e podem iniciar alguma irritação, causando a coceira. Da mesma forma que sabonetes íntimos perfumados também podem ser prejudiciais.

 

Um segundo erro comum também acontece no momento da higienização. A recomendação é de que as mulheres tenham o cuidado de lavar apenas a parte externa da vagina, a vulva. O erro está quando a lavagem é feita internamente, ou seja, para dentro do canal vaginal, novamente retirando a proteção natural da vagina. Assim, a saúde íntima fica mais sensível à proliferação de microrganismos prejudiciais que, por sua vez, podem iniciar a coceira.

 

Como tratar: para reverter esse quadro, basta mudar os hábitos de higiene, permitindo que a camada de proteção vaginal funcione normalmente. Para isso, não se esqueça de lavar a região íntima mantendo a higienização apenas na parte externa da vagina e com o sabonete íntimo preferencialmente líquido e sem perfume.

 

2) Falta de higiene íntima

 

Ao mesmo tempo o excesso de higienização na região íntima pode ser ruim, muitas vezes, a falta de higiene com a região íntima da mulher é muito prejudicial, pois gera um desequilíbrio da flora bacteriana da vagina, onde, naturalmente, microrganismos habitam a região. Na quantidade certa, eles protegem a área de infecções e doenças e são limitados todas as vezes que é feita a higienização correta. No entanto, caso haja algum desequilíbrio na flora, como ficar muito tempo sem a higienização, esses agentes se proliferam e, assim, podem trazer complicações, como a candidíase. 

 

Como tratar: lave a região íntima com regularidade e use um sabonete íntimo adequado. 

 

3) Tecido da roupa íntima

 

A calcinha é um grande aliado no nosso dia a dia, mas devemos sempre estar atentas ao material e ao tecido desta peça de roupa. Os ginecologistas recomendam a preferência pelas calcinhas de algodão, evitando fios sintéticos como microfibra e elastano. Esses últimos podem causar um abafamento da região íntima, tornando a área mais úmida e também provocando maior suor. Essa combinação é perfeita para fungos e bactérias se proliferarem e iniciarem alguma infecção, trazendo também a coceira vaginal.

 

Como tratar: na hora de comprar uma peça íntima para casa, não se esqueça de olhar a etiqueta que fala sobre a composição do tecido. Opte sempre por calcinhas de algodão. 

 

4) Uso de roupas apertadas

 

Assim como as calcinhas sintéticas podem abafar a região, a mesma coisa acontece quando usamos roupas justas e apertadas frequentemente, a principal delas é a calça jeans. Ainda que a peça seja muito prática, ela pode favorecer um crescimento da umidade da área íntima. Isso torna a circulação de ar na região prejudicada, permitindo que agentes invasores se acomodem e causem a coceira na vagina.

 

Como tratar: procure usar roupas mais leves e soltinhas, como calças de linho, saias e vestidos. Se as calças jeans fazem parte do seu uniforme, experimente modelos mais atuais, como mom jeans, não tão justos na região íntima.

 

5) Depilação na região íntima

 

Tanto a depilação com cera quanto a com lâmina podem deixar os poros da vulva entreabertos ou ainda com pequenas fissuras, o que por si só já traz coceira. Combinado a isso, a eliminação dos pelos pubianos deixa a região com menos defesas para infecções e problemas. 

 

Como tratar: foque nos cuidados pré e pós depilação. Antes desse momento, higienize a região e, após a depilação, use produtos calmantes recomendados por dermatologistas. Dessa forma, você evitará irritações na pele.

 

6) Alergia

 

A alergia é um dos problemas mais comuns que causam coceira na vagina. Esse quadro pode estar acompanhado de outros sintomas, como a vermelhidão na área. É importante identificar o que está causando essa alergia na vagina. O mais comum é que seja uma reação a algo que tenha tido contato direto com a pele da vulva, como calcinha, absorventes, camisinha, papel higiênico, sabonete íntimo, lenço umedecido e cera para depilação.

 

Como tratar: consulte um alergista para relatar seus sintomas e identificar que material está causando as irritações.

 

7) Infecções vaginais

 

A maioria dos hábitos de má higiene ou que abafam a região íntima podem se desenvolver para uma infecção vaginal. Se a umidade na região íntima está alta, basta a mulher estar com a imunidade baixa (causada por gripe, estresse ou ansiedade) para o quadro se traduzir em uma infecção. Na grande maioria dos casos, a coceira é sintoma de alguma das principais infecções: candidíase, vaginose bacteriana, vulvite ou vulvovaginite. Além da coceira, vermelhidão, odor vaginal, corrimento branco e espesso também entram na lista de sintomas. O que diferencia os 4 quadros é a análise dos sintomas que apenas pode ser feita por um ginecologista.

 

Como tratar: o tratamento da candidíase, vulvite e vulvovaginite envolve a mudança de hábitos, além do uso de medicamentos e pomadas que revertem o quadro. Para isso, a consulta com o ginecologista é o primeiro passo.

 

8) Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

 

As doenças sexualmente transmissíveis são infecções capazes de se propagar por meio do contato sexual. As DSTs são um amplo grupo desse tipo de quadro, sendo alguns exemplos herpes, sífilis, clamídia e AIDS. Apesar de alguns problemas não apresentarem sintoma algum, a coceira normalmente está presente em todos eles. Ela pode estar associada a corrimentos, dor ao urinar, dor nas relações sexuais, feridas, “bolinhas” na área genital e verrugas. Para se prevenir desses quadros, a camisinha é uma boa aliada.

 

Como tratar: o tratamento de qualquer DST requer o acompanhamento médico de um profissional na área da saúde. Normalmente, o especialista recomenda medicamentos para o quadro e também pomadas para os sintomas.

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