Skip to main content

Header Social Network

SIGA NOSSAS REDES!
Home

Header Right Logoes

INSPIRADO POR:

10 dúvidas sobre endometriose respondidas por uma ginecologista

10 dúvidas sobre endometriose respondidas por uma ginecologista

A endometriose é uma doença feminina caracterizada pelo crescimento do endométrio para fora do útero, ou seja, o tecido que reveste as paredes internas do útero atinge outras partes do corpo, principalmente na região pélvica, onde ficam os ovários, intestino, bexiga, entre outros órgãos. No entanto, a endometriose também pode atingir locais mais distantes, como o diafragma e os pulmões.

 

As causas da endometriose ainda geram dúvidas entre a comunidade médica. Contudo, já se sabe que alguns fatores podem favorecer o surgimento do transtorno. Entre eles, estão: histórico familiar com a doença, sedentarismo, sistema imunológico deficiente, estresse e um fenômeno chamado menstruação retrógrada (quando parte do sangue menstrual desvia de seu trajeto original e vai parar na cavidade abdominal da mulher). Para tratar a doença, é preciso uma avaliação médica individualizada.

 

Veja também: Endometriose: o que é, sintomas, tratamento e tudo o que você precisa saber sobre a doença

 

Agora que você já sabe o que é endometriose, vamos conhecer mais a fundo outras informações sobre a doença que acomete 15% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Conversamos com a ginecologista Cláudia Navarro para esclarecer 10 dúvidas comuns a respeito da endometriose. Confira!

 

1. Quais são os tipos de endometriose?


Geralmente, a endometriose é classificada de acordo com duas variáveis: estágio da doença e localização das lesões. Em relação ao seu nível de gravidade, essa avaliação costuma ser feita no momento da examinação, quando o(a) médico(a) pode visualizar e analisar melhor as lesões. Neste caso, a endometriose é dividida em: mínima (grau 1),  leve (grau 2), moderada (grau 3) ou grave (grau 4). 

 

Sob outro ponto de vista, ao considerar a localização das lesões, é possível dividir a endometriose em algumas categorias principais. São as seguintes: 

 

  • Endometriose peritoneal superficial: quando a doença atinge majoritariamente o peritônio, que é o tecido responsável por cobrir os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. Apesar de serem superficiais, essas lesões endometriais podem acometer órgãos importantíssimos, como o intestino. “Em casos graves, a endometriose intestinal pode provocar obstrução intestinal e, se houver perfuração das alças, pode ocorrer infecção generalizada”, alerta a doutora Cláudia Navarro;
     

  • Endometriose profunda: inicialmente, os focos da endometriose têm extensão de 1 a 2 milímetros. Quando essas lesões atingem a parede de algum órgão ou estrutura por mais de 5 milímetros (0,5 cm), denomina-se endometriose profunda. Nestas circunstâncias, os sintomas tendem a ser bastante intensos como dores e fluxo menstrual aumentado. Nesse caso, a cirurgia pode ser necessária;

 

  • Endometriose de parede abdominal: quando o foco da endometriose acontece em áreas da parede abdominal que já foram submetidas a cirurgias prévias, como cesáreas, por exemplo. As lesões da endometriose de parede também pode ocorrer na cicatriz umbilical, que, em alguns casos, se torna maior e mais dolorosa ao longo do ciclo menstrual; 

 

  • Endometriose pulmonar: como o próprio nome indica, a endometriose pulmonar consiste no desenvolvimento do tecido endometrial na região dos pulmões. Mulheres que sofrem com este tipo de endometriose costumam apresentar sangramento nas vias aéreas durante a menstruação, normalmente através da tosse;

 

2. O que a endometriose pode causar? Sintomas incluem cólica intensa e dificuldade para engravidar

 

A endometriose pode ser uma doença silenciosa e demorar a manifestar sintomas. Por essa razão, é muito comum diagnosticar a doença tardiamente, quando a condição já está em um estágio avançado. Muitas mulheres acabam naturalizando os desconfortos da menstruação e deixando passar o principal sintoma da endometriose, que é a dor pélvica ou cólica menstrual intensa. 

 

Outros sintomas de endometriose incluem:

 

  • Dor ao praticar relação sexual;

  • Dor ao urinar ou evacuar;

  • Fluxo menstrual intenso;

  • Dor na região pélvica e na região abdominal;

  • Fadiga e exaustão;

  • Dificuldade para engravidar

  • Em casos mais graves, infertilidade;

 

3. Quais são os riscos da endometriose?

 

“O principal risco da endometriose é a infertilidade”, aponta a médica. Também por isso, é importante identificar a doença o quanto antes para dar início ao tratamento o mais cedo possível. “Apesar de ainda existirem vários pontos a serem esclarecidos, sabe-se que a endometriose pode provocar: distúrbios ovulatórios, redução do número e/ou eficiência da reserva ovariana, distorção da anatomia pélvica por causa da inflamação e produção de toxinas locais que podem prejudicar a interação entre óvulo e espermatozóide ou a implantação do embrião”, explica a ginecologista. 

 

Além da infertilidade, a endometriose também pode provocar complicações mais sérias quando atinge profundamente órgãos importantes, como o intestino e a bexiga.

 

4. Como é a menstruação de quem tem endometriose?

 

Mulheres que sofrem com a endometriose costumam observar alterações no padrão da menstruação. “Algumas pacientes podem se queixar de menstruação mais prolongada e fluxo intenso, acompanhada de cólica muito forte”, explica a doutora Cláudia Navarro. Também é comum notar a presença de coágulos no sangue menstrual, que tende a ser mais escuro e amarronzado (semelhante à borra de café). “Em outros casos, a endometriose pode ser assintomática, sem alteração considerável na menstruação”, ressalta.

 

5. Como saber se está com endometriose? 

 

Para confirmar a endometriose, é preciso passar por uma avaliação médica individualizada. Muitas mulheres subestimam os sinais da doença e acabam demorando para procurar um(a) ginecologista. Por essa e outras razões, é tão importante estar atenta a quaisquer alterações do organismo e fazer, pelo menos, uma consulta por ano com o(a) ginecologista. 

 

De acordo com a ginecologista, as queixas de cólicas intensas ou a infertilidade podem ser sintomas sugestivos de endometriose: “O sintoma mais comum é a cólica forte e prolongada, mas, muitas vezes, [essa cólica] é interpretada como um sinal comum da menstruação. A cólica se torna preocupante quando aparece em torno dos 20 anos e se torna cada vez mais severa. Por isso, pouca gente decide investigá-la”, alerta a médica. 

 

“Em alguns casos, a cólica pode vir acompanhada de dor durante a relação sexual ou na hora de evacuar. Porém, nem sempre há sintomas e muitas mulheres só descobrem a endometriose quando começam a investigar a infertilidade. As dores e a dificuldade para engravidar são os principais indicativos que levam as mulheres a investigar o problema”, acrescenta. 

 

6. Qual o exame que detecta endometriose? 

 

Uma vez no consultório médico, o(a) ginecologista deverá fazer uma série de exames para investigar e confirmar a endometriose. “A realização de exames de ultrassonografia [endovaginal] ou ressonância magnética pode sugerir fortemente a presença da doença. Mas, em alguns casos, o diagnósticos só será confirmado com exames mais complexos, como a videolaparoscopia”, esclarece a especialista. “Alguns exames de sangue - marcadores tumorais - também podem sugerir a doença, mas são exames inespecíficos”, acrescenta. 

 

7. Quem tem endometriose pode pegar peso?

 

Segundo a ginecologista, “não há nada na literatura médica” que indique que uma mulher com endometriose não possa pegar peso, como, por exemplo, praticar exercícios físicos ou carregar sacolas pesadas. De qualquer forma, converse a respeito do assunto com o(a) médico(a) que te acompanha. Cada caso é um caso e, na dúvida, o ideal é sempre passar por uma avaliação individualizada. 

 

8. O que fazer para aliviar os sintomas da endometriose?

 

A prática regular de exercícios físicos pode amenizar os sintomas da endometriose. As atividades físicas melhoram o metabolismo como um todo e ainda estimulam a liberação de hormônios benéficos para a mulher, como a serotonina e a dopamina. Esses neurotransmissores proporcionam sensações de felicidade, prazer e bem-estar e, consequentemente, ajudam a combater o estresse e fortalecer o sistema imunológico. Além disso, a serotonina também auxilia na regulação do sistema sensorial e, como resultado, contribui para o controle da dor típica da endometriose.

 

Veja também: Estilo de vida pode deixar mulheres mais propensas a desenvolver endometriose. Entenda!

 

Assim como os exercícios físicos, alguns medicamentos também podem ser usados para aliviar os sintomas de endometriose. De acordo com a ginecologista, “anti-inflamatórios e analgésicos podem ser administrados”. Porém, esses medicamentos apenas aliviam as manifestações da endometriose e não tratam a doença de forma definitiva. O tratamento em si deve ser personalizado, levando em consideração o contexto de cada mulher. 

 

9. A menopausa cura a endometriose? 

 

Como explicamos acima, a endometriose está relacionada ao crescimento indevido do endométrio fora do útero. O endométrio reveste as paredes intrauterinas e, todos os meses, quando não há gravidez, se descama e é expelido pela vagina em forma de menstruação. Ou seja, a endometriose e o fluxo menstrual da mulher estão diretamente relacionados! Tendo isso em vista, muitas pessoas acreditam que a menopausa (fim da fase reprodutiva feminina) age como uma espécie de cura definitiva para a endometriose. Entretanto, na prática, não é bem assim que funciona. 

 

De fato, a menopausa tende a reduzir significativamente os sintomas da doença. “Os hormônios ovarianos, principalmente o estrogênio, são essenciais para a manutenção da endometriose. Na menopausa, ocorre uma diminuição importante dos níveis hormonais, o que explica a diminuição dos sintomas”, conta a ginecologista. No entanto, embora não seja tão comum, há relatos de mulheres que desenvolveram ou diagnosticaram a doença após entrarem na menopausa. Em outras palavras: a menopausa diminui o risco de endometriose, mas não é garantia de proteção contra a doença. 

 

10. Como é o tratamento da endometriose?

 

Os tratamentos para a endometriose podem ser divididos em cirúrgicos ou medicamentosos. “Entre os tratamentos medicamentosos, o mais utilizado é o uso da pílula anticoncepcional (principalmente, de forma contínua). As injeções de hormônio também podem ser utilizadas”, indica a profissional. 

 

Os métodos contraceptivos hormonais (com estrogênio e progesterona em sua composição) são utilizados para tratar a endometriose porque inibem a atividade dos ovários e bloqueiam a menstruação, dificultando o avanço do tecido endometrial ectópico (fora do útero). Esta abordagem é indicada, principalmente, para mulheres que não têm a intenção de engravidar a curto prazo. 

 

“O mais importante, atualmente, é a individualização do tratamento”, ressalta a especialista. Além da pílula anticoncepcional, outros medicamentos também são capazes de inibir a produção de estrogênio pelos ovários e controlar a progressão da endometriose, como os agonistas da GnRH (agonistas da hormona libertadora de gonadotrofina ou hormônio liberador de gonadotrofina). Neste caso, a paciente pode sentir alguns efeitos colaterais semelhantes às manifestações da menopausa, como secura vaginal, oscilações de humor, ondas de calor e perda de densidade óssea. 

 

Em relação ao tratamento cirúrgico, de acordo com a doutora Cláudia, a abordagem escolhida vai depender, principalmente, da forma de apresentação da doença e seus sintomas. Mulheres que desejam engravidar ou que simplesmente não se adaptaram aos medicamentos hormonais são candidatas para a cirurgia da endometriose. Os procedimentos cirúrgicos mais comuns são a videolaparoscopia (cujo objetivo é eliminar os focos da doença) e a histerectomia (método mais agressivo que visa a retirada do útero e, em alguns casos, dos ovários). 

 

Veja também: Tratamento para endometriose: porque é importante ficar atenta

 

Este artigo tem a contribuição da especialista:

Cláudia Navarro - ginecologista, especialista em reprodução assistida e diretora clínica da Life Search. 

CRM-MG: 21198

SL_Arroba_turbante_Semprejunta

Symantic Display

  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    12 dúvidas sobre pílula anticoncepcional, respondidas por uma ginecologista
    12 dúvidas sobre pílula anticoncepcional, respondidas por uma ginecologista
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    5 dúvidas comuns sobre DIU hormonal respondidas por um ginecologista!
    5 dúvidas comuns sobre DIU hormonal respondidas por um ginecologista!
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    6 dúvidas sobre sexo respondidas por um ginecologista!
    6 dúvidas sobre sexo respondidas por um ginecologista!
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    As principais dúvidas sobre camisinha respondidas por um ginecologista!
    As principais dúvidas sobre camisinha respondidas por um ginecologista!
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    Injeção anticoncepcional: 9 dúvidas respondidas por um ginecologista
    Injeção anticoncepcional: 9 dúvidas respondidas por um ginecologista
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    Por que algumas meninas menstruam muito cedo? Conversamos com um ginecologista sobre o assunto!
    Por que algumas meninas menstruam muito cedo? Conversamos com um ginecologista sobre o assunto!
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • Menstruação
    Menstruação
    O que é menarca: 9 curiosidade respondidas por um ginecologista sobre a primeira menstruação
    O que é menarca: 9 curiosidade respondidas por um ginecologista sobre a primeira menstruação
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • Menstruação
    Menstruação
    10 dúvidas sobre O.B.® que já podem ter passado pela sua cabeça
    10 dúvidas sobre O.B.® que já podem ter passado pela sua cabeça
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • Menstruação
    Menstruação
    10 dúvidas sobre menstruação para tirar hoje!
    10 dúvidas sobre menstruação para tirar hoje!
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • SE CUIDA!
    SE CUIDA!
    Endometriose pode levar à infertilidade. Ginecologista fala em que faixa etária ela costuma dar sinais e como diagnosticar a doença
    Endometriose pode levar à infertilidade. Ginecologista fala em que faixa etária ela costuma dar sinais e como diagnosticar a doença
    icon term
    icon pink
    icon green
    icon blue
  • semprelivre_bottom1_dance_new

  • SE CUIDA!
    Lavar a calcinha no box é ruim? Confira dicas para cuidar de suas roupas íntimas!
    Você costuma lavar a calcinha no box e nem sabe se isso faz mal? Então é bom ficar de o..
  • SE CUIDA!
    Conheça 6 hábitos que podem causar corrimento vaginal e você nem sabia
    Você sabe o que causa corrimento vaginal? Alguns costumes da nossa rotina podem ser os pr..
  • SE CUIDA!
    Marcou consulta com o ginecologista? Listamos 6 coisas que você deve saber antes de ir!
    Uma coisa é certa: ir ao ginecologista pelo menos duas vezes ao ano é fundamental para a..
  • SE CUIDA!
    Você sabe qual é a diferença entre CAREFREE® TodoDia Flexi e CAREFREE® Proteção? Descubra e use os produtos da forma certa!
    Atualmente é comum passarmos o dia todo fora, mas do trabalho até a volta para casa muit..
  • VER TODAS >

    ÚLTIMAS Novidades

  • Higiene íntima
    Higiene íntima no banho: o jeito certo de lavar a vulva e outras regiões femininas
    A higiene íntima feminina da vulva deve ser feita entre uma a duas vezes por dia. É...
    Higiene íntima no banho: o jeito certo de lavar a vulva e outras regiões femininas
  • SE CUIDA!
    Injeção de 3 meses engorda? Saiba tudo sobre o método contraceptivo
    Existem dois tipos de anticoncepcional injetável: a injeção mensal, composta por uma...
    Injeção de 3 meses engorda? Saiba tudo sobre o método contraceptivo
  • SE CUIDA!
    Tive sangramento durante a relação sexual: o que pode ser?
    O sangramento durante a relação sexual ou o sangramento após relação sexual é considerado...
    Tive sangramento durante a relação sexual: o que pode ser?
  • SE CUIDA!
    10 fatos sobre higiene íntima que não são ensinados às mulheres
    Fazer a higiene íntima feminina correta é essencial para prevenir infecções vaginais e...
    10 fatos sobre higiene íntima que não são ensinados às mulheres
  • VER TODAS >