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Dia da higiene menstrual! Já ouviu falar? Entenda o que é e qual o valor dessa data para a sua vida

A higiene menstrual é um cuidado tão importante na rotina das mulheres, que até existe uma data especial para comemorar. O dia 28 de maio é considerado o Dia Internacional da Higiene Menstrual. A data foi criada em 2014, por uma ONG alemã chamada WASH United, com a missão de quebrar o silêncio, gerar conhecimento e educar as meninas sobre a importância de uma boa higiene íntima no período menstrual. O dia é celebrado em mais de 50 países ao redor do mundo, por meio de mais de 420 ONGs locais que ajudam a realizar ativações nas em redes sociais, escolas e locais públicos.


 

Higiene menstrual para todas, em todos os lugares

 

Segundo o site da WASH United, o silêncio em torno da menstruação e a falta de acesso às instalações sanitárias e absorventes higiênicos nos países em desenvolvimento afetam diretamente a autoestima, a saúde e a educação de mulheres e adolescentes pelo mundo. De acordo com dados da UNESCO, uma a cada dez meninas faltam na aula na África durante o período menstrual. No Nepal rural, as mulheres e meninas são forçadas a dormir em galpões separados enquanto estão menstruadas. Além disso, na Índia, cerca de 80% das meninas usam panos velhos no lugar de absorvente desenvolvidos para a higiene menstrual.

 

O resultado disso é um conjunto de estigmas e inseguranças que as mulheres somatizam desde a menarca (primeira menstruação) até a menopausa (quando paramos de menstruar), além de infecções vaginais devido ao uso de materiais não higiênicos nos dias da menstruação.

 

É preciso visibilizar a menstruação. Ajude-nos a espalhar informações!

 

A gente precisa dar visibilidade para a menstruação, quebrar tabus e os medos que permeiam esse período. Por isso, precisamos unir esforços para gritar para todo o mundo que a menstruação é importante e precisa ser naturalizada. Quer saber como ajudar a espalhar o material do Menstrual Hygiene Day? Entre no site da ONG e ajude a compartilhar o material disponível em português nas suas redes sociais.

Os principais cuidados com a sua higiene em dias de menstruação

Toda garota já sabe como identificar quando a menstruação está chegando. A menstruação é um acontecimento natural e que provoca mudanças no corpo feminino. No entanto, para manter sua saúde íntima em dia e livre de preocupações, é preciso seguir alguns cuidados importantes. Pensando nisso, o Só Delas veio contar sobre os principais cuidados quanto à higiene durantes os dias menstruadas.



Qual é a importância da higiene íntima durante a menstruação?

 

A menstruação nada mais é do que o descolamento do endométrio. Ou seja, como não ocorreu uma fecundação, o corpo expele a camada espessa de sangue do útero. Durante esses dias, é comum perceber algumas oscilações do sistema imunológico, causando a conhecida preguiça e vontade maior de ficar na cama. Além disso, a região íntima pode ficar mais vulnerável a infecções, por isso, fique atenta. “A higiene íntima deve ser normal, sem excesso de limpeza para não alterar a flora menstrual”, orienta a Dra. Carolina Ambrogini.

 

Conheça os principais cuidados de higiene durante a menstruação

 

Assim como nos outros dias do mês, você deve ter atenção durante o momento de higiene íntima. E ainda, alguns pequenos cuidados durante a rotina podem fazer a diferença para manter sua flora vaginal. Veja dicas de higiene para seguir nos dias de menstruação:

 

- Mesmo menstruada, as calcinhas de algodão continuam sendo a melhor opção de roupa íntima, principalmente por facilitarem a transpiração da região;

 

- “Os absorventes devem ser trocados com regularidade”, comenta Dra. Carolina;

 

- Não use duchas vaginais. A prática desajusta a proteção natural da região íntima e pode favorecer o aparecimento de doenças;

 

- Opte pelos sabonetes íntimos. “Além de ser mais higiênico, o sabonete líquido consegue ter uma composição mais próxima do ideal para uso nos genitais, com ph ligeiramente ácido”, quem afirma é a Dra. Bárbara Murayama.

 

Vale lembrar da importância das consultas regulares à sua ginecologista. Assim, ela avaliará como está sua saúde íntima, dará dicas de cuidados e você ainda pode tirar todas suas dúvidas!

 

Dra. Carolina Ambrogini - Ginecologista
CRM: 102706-SP

 

Dra. Bárbara Murayama
Ginecologista

CRM: 112527

5 mitos e verdades sobre transar menstruada

Não é de hoje que o tema menstruação é cercado por mitos. Além de disseminar informação errada, isso pode prejudicar a vida das mulheres em diversos sentidos, inclusive na hora do sexo. Não são poucos os mitos acerca dessa relação. Uma questão muito recorrente entre as meninas é se realmente elas podem transar enquanto estiverem menstruadas. “Há riscos? Não pode? Vou engravidar?”, são algumas perguntas que rondam a mente de muitas. Para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto, separamos uma lista com mitos e verdades relacionados a transar durante o período menstrual.


 

Não precisa usar camisinha

 

Um mito muito comum entre as mulheres está relacionado ao fato de que quando estamos menstruadas podemos transar sem camisinha. É importante ressaltar que nessa época do mês, transar sem nenhum tipo de proteção pode ser ainda mais perigoso. Isso acontece porque o sangramento aumenta a possibilidade de contrairmos infecções, jogando diretamente esses microorganismos em nossa corrente sanguínea.

 

Aumenta a lubrificação

 

Verdade! Quando estamos menstruadas, independente de como esteja a volumetria do nosso fluxo, ele acaba fazendo com que a nossa vagina fique mais lubrificada e  facilita a penetração no momento do sexo.

 

Não tem risco de engravidar

 

Já sabemos que mesmo que estivermos menstruadas, transar sem qualquer tipo de proteção não é recomendado. Um mito que também é muito comum entre as meninas é de que quando estamos em nosso período menstrual, as chances de engravidar não existem. Precisamos entender que isso é mito também. Por mais que sejam beeeeeeeem pequenas a possibilidade de você engravidar, ainda assim a chance existe se você não faz uso de pílula anticoncepcional, por exemplo. Por isso, a recomendação da maioria dos ginecologistas,  é que se use camisinha para evitar tanto as DSTs, como uma gravidez indesejada.

 

Mulheres têm mais vontade de transar nesse período

 

Nessa época o sexo ainda pode ser mais prazeroso, sabia? Isso é totalmente verdade, pois com a maior quantidade de hormônios, as mulheres estão mais sensíveis ao toque, a libido aumenta, que é o maior desejo pelo ato sexual, e o nosso fluxo ajuda na lubrificação da região do canal vaginal.

 

O período menstrual se torna mais longo

 

O fato de você transar ou não quando estiver menstruada não interfere de forma alguma na duração do seu ciclo. Então, se você decidir experimentar transar nessa época do mês pode ficar tranquila, seu período vai durar o quanto ele tiver que durar. Qualquer anormalidade na duração do seu ciclo deve ser investigado por um profissional.

Meu fluxo menstrual aumentou, isso pode ser sinal de endometriose?

Cada mulher possui seu ciclo menstrual com fases e características bem definidas. Contudo, muitas vezes, ainda somos pegas de surpresa com algo fora do normal. Por conta de diversos fatores externos que acontecem ao longo do mês, é comum que aconteça variações em nosso período menstrual. Sejam elas mudanças de humor até mesmo aumentos consideráveis em nosso fluxo. Porém, será que o aumento contínuo desse fluxo pode significar algum problema mais sério? Conversamos com a ginecologista Fernanda Mauro que explica mais sobre o assunto.

 

Fatores que  podem aumentar o fluxo menstrual

 

Alguns fatores podem ser cruciais para influenciar na volumetria do nosso fluxo. “O aumento do fluxo menstrual de uma mulher pode estar relacionado com distúrbios hormonais e distúrbios da coagulação, que é a capacidade de conter o sangramento. Além disso, o uso de medicação ou doenças estruturais como mioma, pólipo e endometrite também podem ser indicadores desse quadro”, comenta a profissional.  

 

Como saber que o fluxo intenso é um sinal de problema?

 

A primeira coisa que devemos fazer é conhecer nosso corpo, então caso você perceba alguma espécie de alteração no padrão do seu fluxo menstrual é importante acender a luz vermelha e procurar um profissional especializado na área. A ginecologista comenta: “A alteração no padrão do fluxo menstrual é a informação mais importante para suspeitar de um problema. Um exemplo seria quando a paciente nota necessidade de aumentar o número de trocas de absorvente comparado aos ciclos anteriores”, comenta.  

 

A endometriose e seus principais sintomas  

 

A endometriose é uma doença que se caracteriza pelo crescimento do endométrio, que é o tecido que reveste o interior do nosso útero, fora da cavidade uterina, ou seja, quando ele começa a crescer em outras partes do nosso corpo, como nos ovários, nas trompas, e até mesmo em nosso intestino e bexiga, dá pra acreditar?

 

Geralmente, o aparecimento dessa doença acontece quando as mulheres chegam entre a fase dos 25 e 35 anos. Porém, caso essa mulher seja portadora da doença, assim que ela tiver a sua primeira menstruação, esse problema já começa a se desenvolver.  Os principais sintomas da endometriose estão associados com uma forte dor pélvica que acontece de forma crônica. Além disso, também é possível notar dor durante as relações sexuais, fadiga crônica e exaustão; e alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação.

 

 

O aumento do fluxo pode ser sinal de endometriose?

 

Por mais que muitas meninas acreditem que o aumento de fluxo menstrual possa estar associado com essa doença, Fernanda faz uma ressalva: “A endometriose é uma doença que causa dor pélvica crônica, porém o aumento do fluxo menstrual não é um sintoma comum e esperado. Pacientes que possuem a doença costumam sentir uma cólica menstrual com piora progressiva”, diz.  

 

Como esse quadro pode ser solucionado?  

 

A primeira coisa que precisamos fazer é investigar a causa do problema. “Exames de sangue e de imagem, como a ultrassonografia ginecológica, podem auxiliar no diagnóstico”, comenta a profissional. O tratamento da endometriose será feito baseado na causa do aumento do fluxo, ou seja, controle hormonal e tratamento com medicação.
 

Dra. Fernanda Mauro, ginecologista e obstetra da Perinatal.  

CRM: 52-995185

Cólicas são mais intensas em dias frios ou é só sensação?

As temperaturas mais baixas estão se aproximando e o nosso organismo é o primeiro a sentir essas mudanças, principalmente quando estamos na época de menstruar. Isso tudo acontece porque o frio deixa o corpo mais sensível, o que pode acabar aumentando a cólica que sentimos em nosso período pré-menstrual. Conversamos com a ginecologista Livia Migowski que explica essa relação do frio com o aumento de cólicas e o que pode ajudar a minimizar esse desconforto.


 

Fatores que podem influenciar no aumento da cólica

 

Dentre os fatores que podem fazer com que a nossa cólica aumente durante o período menstrual, a ginecologista lista alguns deles. “Ela pode aumentar por conta do frio, uso de hormônio ou logo após a suspensão desses, DIU de cobre, infecções intrauterinas e com o estresse”, comenta a profissional.

 

E qual é a relação do frio com as cólicas?

 

Se as temperaturas caíram e você sentiu que sua cólica tem incomodado mais que o normal, não é coisa da sua cabeça. Essa relação, de fato, existe. Ainda de acordo com a profissional, é muito comum que nós, mulheres, notemos um considerável aumento das cólicas menstruais em dias mais frios, ou até mesmo, ao andar descalças em pisos mais gelados.
 

Nessas temperaturas, o corpo da mulher libera uma maior quantidade de prostaglandina, que são substâncias derivadas dos ácidos  atuando em todas as células do nosso organismo e fazendo com que nosso útero faça mais movimentos de contração. “Quando há a maior liberação de prostaglandina que ocorre no frio, temos a constrição de nossos vasos sanguíneos, o que aumenta a dor’’, explica.  

 

Por conta disso, quando nosso corpo está mais frio, esses mesmos vasos acabam se contraindo ainda mais, pressionando os vasos sanguíneos que estão em volta do nosso útero e ocasionando as dores em nosso baixo ventre que é conhecida como a cólica menstrual. Além disso, como a circulação sanguínea fica mais prejudicada, a má circulação que é ocasionada pela queda de temperatura pode acentuar esses dores.
 

Como diminuir a cólica em dias frios?

 

Para as meninas que são afetadas pelas cólicas em dias mais frios, a ginecologista dá dicas para minimizar essa dorzinha. “Compressa de água morna no baixo ventre e nas costas pode aliviar até a cólica do parto. Banho quente e massagem também ajudam”, diz.  

 

Além disso, é sempre importante ressaltar que os exercícios físicos aeróbicos são muito eficazes e muitas vezes fazem com que a cólica venha de forma mais branda. Comprimidos de analgésicos e anti-inflamatórios também são úteis nos casos refratários. Lembrando sempre de consultar sua ginecologista antes de se medicar.

 

Dra. Livia Migowski, ginecologista e obstetra da Perinatal

CRM: 52.90682-4

Menorragia: entenda esse quadro durante a menstruação

Quando temos fluxos mais intensos em nossa menstruação sempre nos sentimos mais desconfortáveis. Os incômodos são muitos e podem ir desde a fraqueza, que uma perda de sangue em excesso pode causar, até mesmo a preocupação com os vazamentos. O que muitas meninas não sabem é que um fluxo em excesso pode não ser um simples problema hormonal de um determinado mês, e sim uma doença chamada menorragia. Para entender mais sobre as causas desse problema, conversamos com a ginecologista Bárbara Murayama que explica mais sobre o assunto.


O que é menorragia?

 

Essa doença se caracteriza por ser uma espécie de menstruação com seus sintomas mais intensificados, principalmente na quantidade de fluxo menstrual que é liberada nesse período. A ginecologista alerta, no entanto, que ainda assim não há alteração no intervalos dos fluxos.

 

Por não provocar alteração na regulação da nossa menstruação e apenas intensificar seus sintomas é necessário que prestemos atenção no nosso período menstrual para conseguirmos identificar a doença e procurar a ajuda de um profissional especializado na área.

 

Excesso de sangramento pode ser sintoma da menorragia

 

Alguns podem ser os sintomas da  menorragia, entre eles temos grandes perdas sanguíneas, anemia, cansaço, fraqueza, formigamento em nossos membros e até mesmo perda de concentração. A ginecologista completa: “Isso acontece por conta do aumento do volume de sangramento menstrual que pode vir com coágulos, fraqueza e anemia causando mal-estar geral”, comenta. Além disso, há um grande problema social em termos que lidar com períodos menstruais longos e dolorosos que podem acabar interferindo no andamento de diversas atividades cotidianas que precisam ser realizadas.

 

Quais são os riscos desses quadros para saúde feminina?

 

Quando temos quadros de sangramentos aumentados precisamos levar em consideração que eles podem ser apenas uma situação passageira, por conta de uma fase de nossas vidas, como a puberdade e a pré-menopausa. Contudo, o quadro também traz possibilidades de alguma doença hormonal ou doenças como adenomiose, pólipos, miomas, entre outras. Bárbara faz um alerta: “É preciso investigar o motivo para depois realizar o tratamento adequado. Inicialmente  avaliamos se há algum grau de anemia para tratá-lo adequadamente”, diz a ginecologista.

 

Quais são os tratamentos para cada um deles?

 

Para se chegar ao tratamento correto tudo irá depender do motivo que levou ao aumento de sangramento desta paciente. A ginecologista explica como é feita a avaliação de cada quadro: “Primeiramente iremos avaliar se há anemia e seu grau, e já prescrever medicamentos ou procedimentos para diminuir um pouco o sangramento. Ao mesmo tempo iniciamos a investigação da causa do problema com exame físico ginecológico completo, exames de sangue e imagem”, completa.

 

Depois de definida a causa, o ideal é que o médico discuta com a paciente quais maneiras são mais eficazes para o tratamento , que pode variar de medicamentos hormonais até uma cirurgia maior de retirada do útero. “Tudo depende da causa do problema, e seus tratamentos podem variar bastante em relação à idade, desejo gestacional e ao diagnóstico”, finaliza.


 

Dra. Bárbara Murayama
Ginecologista

CRM: 112527

O que é considerado uma menstruação irregular? Ginecologista cita características para ficar em alerta

O ciclo menstrual de toda mulher é diferente e variável. Por isso, é importante sempre ficar atenta às características do seu período: a duração do fluxo, a cor e a intensidade podem variar de um mês para o outro, alguns são regulares e outros não. A regularidade, sobretudo, é uma característica delicada e que incomoda muitas mulheres, porém, nem todo mundo sabe identificar quando isso está acontecendo. Quando a menstruação é considerada irregular e o que devo fazer? Conversamos com uma ginecologista para saber.

 

Entenda mais sobre a menstruação irregular

 

A duração do ciclo menstrual varia de acordo com cada corpo. No entanto, existe um período de tempo considerado como normal para isso, que fica entre 21 a 28 dias. Se a sua menstruação não acontece assim, é possível que ela seja irregular. E essa condição é influenciada por diversos fatores. “Patologias como disfunções hormonais como o hipotireoidismo, por exemplo, pólipos e miomas podem levar a menstruação ficar irregular para muito e para pouco sangramento”, explica a médica.

 

E ainda, a síndrome do ovário policístico também pode ser um desses fatores. Mas, cada caso deve ser analisado individualmente para descobrir as verdadeiras causas da menstruação irregular.

 

Conheça os riscos e tratamentos para esse quadro

 

Quando a menina percebe que sua menstruação irregular, é de suma importância marcar a consulta com a ginecologista. Segundo a profissional, quando a irregularidade está atrelada ao sangramento em excesso os riscos aumentam. “Então se a paciente sangra demais, devemos investigar se não há anemia associada”, comenta Dra. Mariana.

 

O primeiro passo do tratamento da menstruação irregular é identificar o que está provocando-a. No caso de pacientes com mioma, que provoca um grande sangramento, é avaliado a possibilidade de retirá-lo. “Se por acaso as dosagens hormonais da tireóide, por exemplo, estiverem alteradas, deve-se pensar no tratamento adequado para a função hormonal voltar ao normal”, destaca ela.

 

Fique atenta ao seu ciclo e conheça cada vez mais o seu corpo.

 

Dra. Mariana Conforto - Ginecologista e obstetra da Perinatal.
CRM: CRM:5296454-9

A TPM é para sempre? Veja o que explicam os ginecologistas

Conhecer nosso corpo é extremamente importante, especialmente quando se trata de ciclo menstrual. A TPM, por exemplo, é uma fase entre a ovulação e a menstruação que causa diversos sintomas em nosso corpo, de simples alterações no humor até inchaço na região abdominal, pernas e pés. Mas será que a Tensão Pré-Menstrual é para sempre? Conversamos com a ginecologista Lívia Migowski para saber mais.

 

O que é a TPM?

 

A TPM aparece geralmente 14 dias antes da menstruação chegar e provoca uma série de alterações no corpo da mulher.  A explicação para isso é o aumento da progesterona, que é o hormônio feminino dominante na segunda fase do ciclo menstrual, ou seja, na fase que antecede a menstruação. “Os sintomas são diversos como inchaço, dores de cabeça ou nas mamas, irritabilidade, tristeza, mudanças no apetite, mudanças na libido, insônia e outros”, comenta a médica.  

 

Os sintomas da TPM são os mesmos em todas as fases da vida fértil?

 

Sabemos que os sintomas da TPM variam muito para cada mulher e também a cada ciclo, portanto, não são os mesmos por toda a nossa vida fértil. As mulheres podem perceber mais ou menos essas alterações no seu corpo dependendo de outros fatores externos, como estresse no trabalho e problemas da vida pessoal. Além disso, a médica alerta que a existência de outros transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade, podem influenciar diretamente no quadro da TPM.  

 

“Não existe uma tendência nas queixas de TPM relacionadas com a idade ou com o envelhecimento, ou seja, a TPM não tende a piorar, melhorar ou mudar o padrão dependendo da idade”, explica Lívia.  

 

A TPM tem fim? Em qual idade isso acontece?

 

De acordo com a especialista, a TPM naturalmente termina com a chegada da menopausa. Livia também acrescenta que mulheres que sofrem com os efeitos desse período podem buscar melhoras com ajuda de atividades físicas, principalmente exercícios aeróbicos. “Os anticoncepcionais hormonais também podem ajudar (a regular o ciclo e amenizar sintomas). Além disso, podemos contar com os diuréticos (para inchaços), e até mesmo com as medicações antidepressivas nos casos mais graves”, diz a médica.

 

No mais, A Tensão Pré-Menstrual não faz nenhuma alteração no corpo feminino que dure para sempre. Todas as queixas relacionadas a TPM melhoram com a chegada da menstruação. “Algumas mulheres notam o aumento do peso por retenção hídrica, peso nas pernas, dor nas mamas e até aumento das mamas, mas tudo volta ao normal após a menstruação”, afirma a ginecologista.  

 

Dra. Livia Migowski, ginecologista e obstetra da Perinatal

CRM: 52.90682-4

O corpo pode enfraquecer durante a menstruação? Entenda o que acontece nessa fase

O ciclo menstrual acontece por conta de estímulos que possuem o objetivo de liberar um óvulo. Muitas situações contribuem para a regulação desse processo, incluindo os hormônios. Por conta dessa grande chuva hormonal que atinge nosso organismo nessa época do mês, o corpo passa por algumas modificações e, dependendo da quantidade de fluxo, pode causar uma sensação de fraqueza. Conversamos com a ginecologista Bárbara Murayama para entender por que isso acontece.

 

Mudanças acontecem no corpo durante a menstruação

 

Algumas alterações que acontecem ao longo de um ciclo influenciam o funcionamento do nosso corpo. Quando não há fecundação do óvulo, o material formado para receber uma possível gestação (endométrio) vai ser eliminado em forma de menstruação e assim um novo ciclo se inicia. Para que isso aconteça é preciso uma atuação hormonal. “Por conta dessas mudanças algumas mulheres podem ter sintomas como algum grau de retenção de líquido, mal-estar, cólica, instabilidade emocional e alterações intestinais”, explica a médica.

 

É normal se sentir enfraquecida nessa época?

 

É normal que possamos sentir um discreto desconforto e mal-estar por conta dos sintomas inflamatórios causados pelos hormônios, contudo, a profissional faz um alerta que, se você sentir uma fraqueza aguda, como se estivesse doente, é preciso investigar um pouco mais a fundo esse sintoma. “É preciso investigar se não há nenhuma doença que possa estar causando sangramento ou dor em excesso, e então cuidar para que a mulher não passe por isso todos os meses”, completa Dra. Bárbara.

 

Dicas para melhor a sensação de enfraquecimento nessa fase

 

Para fugir dos efeitos causados pela menstruação, a principal dica é conhecer bem seu próprio corpo. Entender seu  ciclo, quando começa, quantos dias dura, quantidade média de sangramento, quais sintomas vão aparecendo e quando é essencial para você combater os sinais que podem vir a aparecer. Essas informações são muito importantes para que a sua ginecologista possa avaliar seu quadro e entender se está normal.

 

Além disso, a ginecologista recomenda se alimentar bem e beber muita água para manter a hidratação: “Não deixar de praticar atividade física na fase pré-menstrual e menstrual, evitar alimentos muito gordurosos e açúcar  são maneiras eficazes de se combater os indícios do período menstrual”, acrescenta.

 

Dra. Bárbara Murayama
Ginecologista

CRM: 112527

O segundo dia da menstruação é realmente mais intenso ou não passa de sensação? Confira o que dizem ginecologistas

Desde a menarca, que costuma chegar na pré-adolescência, muitas são as dúvidas sobre o período menstrual, especialmente quando a menina tem o fluxo menstrual intenso, o que é mais comum nos primeiros anos. Além disso, também é comum que muitas se queixam de que o segundo dia do ciclo acaba sendo pior que os outros. Mas será que isso é realmente verdade? Conversamos com a Dra. Carolina Ambrogini, que nos ajuda a entendermos mais sobre volume de sangramento da menstruação.

 

O que é um fluxo menstrual intenso?

 

Geralmente percebemos que possuímos um fluxo menstrual intenso quando sentimos a necessidade de trocar de absorvente diversas vezes no mesmo dia. Além disso, meninas que maior volume de sangramento podem notar um quadro constante de mal-estar, fadiga, cansaço e até mesmo terem um quadro de anemia por conta do intenso sangramento.

 

O segundo dia da menstruação é o mais intenso para todas as mulheres?

 

Essa informação não deve ser nova para quem tem fluxo intenso, mas vale a confirmação: o sangramento do segundo dia é, de fato, mais intenso que os outros. Isso acontece porque há a maior descamação do nosso endométrio, o que interfere diretamente em nosso fluxo. “Essas descamação gera um sangramento com uma coloração mais vermelha viva, o que pode ter até coágulos”, explica a médica.

 

Qual é a dica para lidar com esse dia, que provavelmente é o mais delicado do período?

 

Por conta da maior intensidade do fluxo menstrual no segundo dia, é comum que as mulheres possam se sentir mais indispostas, cansadas e até mesmo inseguras, com medo de algum tipo de vazamento. Por isso, a Dra. Carolina listou algumas dicas que podem te ajudar a lidar com esse dia mais complicado do ciclo menstrual:

 

  • Evitar atividade física mais intensa. Fazer aeróbica ou alongamentos;

  • Usar absorvente maior capacidade de absorção;

  • Se a pessoa estiver com cólicas, usar medicações recomendadas pelo ginecologista ou ficar mais tempo de repouso;

  • Evitar ter relações sexuais nesse dia;

  • Manter um boa alimentação;

  • Beber bastante água e chás, que dão conforto à cólica;

  • Evitar o consumo de cafeína e descansar.

 

Dra. Carolina Ambrogini - Ginecologista
CRM: 102706-SP

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